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Coluna 13: Reminiscências de um menino de São Bento (1)
Publicada dia 26 de Novembro de 2005

Reminiscências de um menino de São Bento (1)

Estes escritos, é bom que se advirta, não guardam entre si nenhuma ordem cronológica. São lembranças da infância ao início de minha adolescência. Vale dizer que muitos dos fatos narrados são apenas “flashes”, instantâneos fotográficos, vagas recordações, como o enterro de Bernarda acompanhado pela banda musical. Eu era demasiadamente menino para precisar o ano. Uma homenagem bem ao estilo generoso da nossa gente a uma humilde mulher que tinha por hábito acompanhar os músicos toda vez que a Santa Cecília desfilava, com garbo e harmonia, pelas ruas sem calçamento da cidade de então nos dias de festa e de regozijo.

Quem se dispor a ler estas despretensiosas anotações vai ter a oportunidade de saber como era nossa gente e nossa cidade nos primeiros seis anos da década iniciada em 1951. À medida que as lembranças vão surgindo, passo para a tela do computador. Vou escrevendo sem me preocupar com datas, uma vez que não tenho como precisá-las sem a ajuda de alguém mais velho do que eu e que tenha presenciado os fatos.

Uma cidade com pouco mais de cinco mil habitantes e de mil casas no perímetro urbano. Um povo bom, ordeiro, hospitaleiro e festeiro que sabia como ninguém receber e cativar os que nos visitavam procedentes de outras localidades. Um clima ameno e gente acolhedora faziam de São Bento um dos oásis do agreste. Um lugar onde as pessoas se recuperavam da tuberculose que assolava o Brasil nas primeiras décadas do século XX. Ninguém teve a idéia de construir acomodações próprias para receber essas pessoas que vinham desfrutar os ares são-bentenses.

No início dos anos 1951, o emprego era difícil e a elite era formada por proprietários rurais que praticava a agricultura de subsistência e o plantio de algodão, ao tempo em que se criava e melhorava o rebanho bovino, que fez de São Bento do Una a maior bacia leiteira de Pernambuco, com uma produção diária em torno de 30 mil litros. Um feito sem precedentes naqueles tempos difíceis permeados por secas devastadoras como a de 1953, onde, nos Apeninos, meu pai era obrigado a queimar os espinhos de facheiros e mandacarus para mitigar a fome do gado bovino, que conseguia saciar a sede nas cacimbas de água salobra, escavadas no leito amigo do rio Una.

Tal desenvolvimento da pecuária leiteira ensejou a instalação de duas fábricas de beneficiamento do leite em nosso município. Essa incipiente atividade industrial, assim como os poucos estabelecimentos comerciais (Casa Oswaldo Maciel, Mercearia Cadete, a “Miscelânea”, a Padaria Sertaneja, a “Esperança em Deus”, a Loja de Aprígio Santos, e as Farmácias do Povo e de Abílio Costa) ofereciam poucos empregos aos jovens de então. Desde que me entendo por gente, havia no município as fábricas “Souza Valença” e “Castelo”. A primeira delas era do meu padrinho de batismo Orestes Valença e a segunda do meu primo, José Cadete de Almeida Calado.

Antes das fábricas, o leite era processado nos próprios sítios e transformado em creme, manteiga e queijo, com o soro servindo de alimentos para os porcos. Minhas irmãs mais velhas, Nazaré e Valdeci, contam que a rotina diária nos sítios era por demais penosa, posto que tudo tivesse que ser feito manualmente e em precárias condições.

Com a instalação da “Souza Valença”, em 1935, segundo os historiadores, o leite produzido no sítio dos Apeninos, por meu pai, Luiz Cadete, assim como por outros criadores do município, passou a ser levado para a fábrica em latas de querosene e no lombo de jumentos. Os mais antigos contam que para instalar a fábrica Orestes Valença mandou trazer da Áustria todo equipamento necessário, o que prova o seu espírito empreendedor. Com pouco emprego e sem perspectivas futuras, o negócio era fazer um curso superior ou emigrar para Recife, São Paulo e outras cidades. Eu achei por bem, muito jovem, enfrentar a então capital da República, onde tive a oportunidade de viver aqueles anos hoje considerados dourados, muito embora o dinheiro fosse curto para desfrutar de todos os prazeres que a cidade maravilhosa oferecia.

Nos anos de 1950, a prefeitura de São Bento era naquele prédio antigo onde na frente estava escrito “Prefeitura”, de um lado, e “Fórum” no outro. Os funcionários da Prefeitura eram contados nos dedos: Sr. Carvalho e Sr. Rubem Cintra nos serviços de secretaria e tesouraria e o Sr. Arnaldo Costa, grande apreciador de cinema, era o coletor de impostos que todo sábado saía, de talão na mão, a cobrar a taxa de ocupação do espaço público aos barraqueiros. O prefeito era auxiliado apenas por um secretário municipal, cargo de confiança. Dona Luíza Bispo, da Barriguda, fazia o cafezinho que era servido na Prefeitura. No Fórum, o juiz de direito da comarca realizava as audiências criminais e o Tribunal do Júri reunia-se para julgar os poucos crimes contra a vida, cometidos na comarca. A Câmara de Vereadores funcionava nas mesmas instalações do Fórum, à noite, e havia somente um funcionário que era chamado de amanuense, encarregado das atas e do expediente, cujo nome, infelizmente, não me lembro, mas cujas feições nunca me saíram da memória. Na parte oposta do prédio da edilidade, funcionava uma sala do IBGE, a cargo do zeloso estatístico Nezinho Feitosa.

Certa vez, ao visitar São Bento, fiquei desapontado: o velho prédio da Prefeitura tinha ido abaixo e em seu lugar erigiu-se um edifício do tipo caixão sem a beleza e o romantismo que o velho inspirava. Depois soube que o fato se deu na administração de Lêucio Motta, irmão do meu amigo Ênio. A nova prefeitura deveria ter sido construída em outro local com melhor acesso e estacionamento. E o histórico prédio preservado como uma biblioteca municipal ou centro cultural ou mesmo museu da cidade. Dizer isso depois é fácil. Mas o fato é que agora estamos tendo mais cuidado em preservar os velhos edifícios e casario como uma homenagem aos nossos antepassados que nos legaram esse patrimônio. Nesse sentido, prédios como o da antiga Casa Oswaldo Maciel, da cadeia velha, do sobrado ao lado da igreja, entre outros, devem ser preservados e tombados. Dá em mim um enorme desgosto ver que a fachada do Cine Rex foi desfigurada e o prédio transformado em mercado. Casas residenciais como a de Zé Cadete, de Ludgero Simões de Moraes e Oswaldo Maciel, entre outras, devem ser tombadas pelo patrimônio municipal, para que não sejam demolidas ou desfiguradas. A quase centenária Padaria Sertaneja é outro prédio que deve ser preservado.

As Escolas Reunidas Dom Moura onde concluí meu curso primário com a professora Ademilde Paiva e cuja diretora era dona Esterzinha Siqueira, também foi por água abaixo para se construir uma agência do Banco do Brasil. Não se trata aqui de conservadorismo uma vez que não sou um conservador. Desta forma, necessário se torna a conservação de certos prédios ditos históricos. Preservar a memória é coisa de gente civilizada e uma forma de homenagearmos os nossos antepassados. O prédio do antigo Comércio Futebol Clube, que antes foi a sede do primeiro “União”, conforme Leone Valença, em um dos seus livros, também deve ser objeto de conservação. E a desgraça que fizeram no União Sport Club de minha infância? Não conservaram nem o piso original do salão com as iniciais famosas USC. Há quase dois anos fiquei triste e melancólico ao visitar o tradicional clube que meu pai ajudou a construir como sócio-remido. E em sinal de íntimo protesto tenho recusado convites para bailes quando de minhas estadas para a Festa de Reis.

A cidade era um lugar onde todo mundo se conhecia. Tivemos anos e anos de escuridão nas ruas. Os geradores só forneciam energia para as residências. Uma corrente tão fraca que o pessoal enfiava uma faca de cabo de metal entre o bocal e a lâmpada para receber um choque elétrico ridículo. À noite a cidade era um breu antes de a energia de Paulo Afonso chegar. Mas, mesmo assim, não havia problemas de roubos ou furtos. Era uma época propícia aos seresteiros, os quais podiam fazer serenatas mais cedo, na escuridão da noite, acompanhados pelo violão dolente de Babá de Marcelino.

Nove horas da noite, quando o mais sonoro sino do Brasil tocava as nove badaladas saudosas de minha infância, a meninada saía em direção a suas casas. Poucos ficavam para desafiar o “comissário de menores” que era o soldado Cabarino. Tempos bons e ingênuos onde não se falava em drogas perniciosas. E os namorados não beijavam nem pegavam na mão das namoradas a não no escurinho do Cine Rex, onde eles se sentavam um na frente do outro. Desfilar de braços dados nem pensar, isto era privilégio apenas dos que eram noivos.

Como a diversão era pouca, pois o Cine e Teatro Rex só funcionava de sexta a domingo, o jeito era freqüentar o Lux Bar, onde íamos escutar a resenha esportiva do meio-dia e bater um bom papo; tomar umas lapadas da cachaça “Cadeado” na pensão de Maria Queiroz, lá para as bandas da Cooperativa, onde ela fritava uma tripa de porco dos deuses para servir de tira-gosto; ir ao Bar de Afonso Bode tomar rum com coca-cola; jogar sinuca no Bar de Zezé Cascão para quem era amante do taco e das bolinhas; tomar uma suculenta sopa de feijão no Bar de Salvador, feita por Teodora ou mesmo saborear um picolé de morango no Bar de Doutorzinho, ou mesmo apreciar um Martini que era uma bebida muito apreciada. Esse picolé era uma novidade boa para a garotada. Dolores, mulher de Doutorzinho, logo recuperou o investimento no primeiro refrigerador a querosene instalado em bar na cidade. Outro lugar para um bom bate-papo era na Pensão de Antônio Lalau onde se discutia política e o dia a dia da cidade.

Graças a pessoas como Getúlio Valença e Nô Paiva havia na cidade um grupo de teatro de amadores. Algumas peças foram encenadas. Até hoje me lembro de uma frase de Totonho, pelo alto-falante do teatro e antes do início da peça e no reinício de um ato: “Atenção, Gangão, apague a luz do salão”. O Totonho de quem falo era aquele beque de pernas tronchas do time de São Bento que, ao lado de Luiz Bituta, calunga de caminhão, não dava trégua aos dianteiros adversários, principalmente em jogos contra nossos grandes rivais de Pesqueira, de Belo Jardim e Capoeiras.

São Bento do Una de minha infância é um lugar inesquecível, com meus amigos de infância tomando banho nos açudes do rio Una ou jogando futebol nos terrenos de seu Tiburtino. A garotada tinha times formados e depois das partidas chegávamos à casa todo empoeirado o que geralmente ensejava uma boa surra da minha mãe. Saudades das festas na fazenda Agra, dos bailes de carnaval do União Sport Club onde o lança-perfume e a serpentina rolavam e deixavam o ar impregnado de suor e perfume. Também na Barriguda as festas eram animadas e todos se divertiam a valer.

Como a infância marca para sempre as nossas vidas, não posso esquecer das figuras humanas e das brincadeiras que povoaram a minha vida de menino que nunca pensou como seria o seu futuro. E ver que de uma hora para outra, inopinadamente, teve que deixar o ambiente tranqüilo para enfrentar o Rio de Janeiro. Foi um choque cultural deveras imenso, mas na então capital da República pude estudar, servir ao Exército brasileiro, trabalhar e alcançar certo sucesso na minha carreira como profissional de contabilidade, tendo exercido na Petrobras os cargos de contador, auditor e finalmente chefe da contabilidade do Departamento de Produção, além de rápida passagem como Assistente da Diretoria.

PS: Na medida do possível, estarei neste Portal relatando com certa regularidade fatos de minha infância em São Bento.

Pau Amarelo PE 26 de novembro de 2005

Orlando Calado é bacharel em direito.


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Coluna 75 - 31/03/2007 - Planejamento familiar no Brasil: uma necessidade inadiável
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Coluna 68 - 10/02/2007 - A Great Western da minha meninice: uma pequena história
Coluna 67 - 03/02/2007 - A declaração universal dos direitos humanos
Coluna 66 - 27/01/2007 - A revolta da chibata
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Coluna 64 - 13/01/2007 - Apolônio Sales, um estadista de grande valor
Coluna 63 - 06/01/2007 - 2006: Um ano de saldo positivo apesar do pouco crescimento econômico
Coluna 62 - 30/12/2006 - A "Batalha da Borracha", um episódio esquecido da história do Brasil
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Coluna 59 - 09/12/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (16)
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Coluna 56 - 18/11/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (14)
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Coluna 19 - 31/12/2005 - Josué Severino, o mestre e a Banda Santa Cecília
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Coluna 16 - 10/12/2005 - Do Estado pouco ou nada espero
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Coluna 11 - 13/11/2005 - A saga de Delmiro Gouveia
Coluna 10 - 10/11/2005 - O velho na legislação brasileira
Coluna 9 - 31/10/2005 - O projeto São Francisco
Coluna 8 - 24/10/2005 - Correio eletrônico, maravilha do nosso tempo
Coluna 7 - 13/10/2005 - Um século sem presidente paulista
Coluna 6 - 09/10/2005 - O Grande Pronome 'Lhe' Morreu!
Coluna 5 - 29/09/2005 - Brasil 2005 - Uma Economia Mais Forte
Coluna 4 - 22/09/2005 - As Vestais da Moralidade Pública
Coluna 3 - 15/09/2005 - Mordomia & Nepotismo
Coluna 2 - 07/09/2005 - Tratamento de Excelência
Coluna 1 - 07/08/2005 - Hiroshima - uma covardia inominável


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