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Coluna 225: Breve História de Adelmar Paiva e do seu tempo (5)
Publicada dia 19 de Setembro de 2014

Breve História de Adelmar Paiva e do seu tempo (5)

O DIA A DIA DAS PESSOAS


A quase totalidade das pessoas de São Bento exercia suas atividades no campo, com sua agricultura e a criação extensivas de gado bovino e gado miúdo, além da criação de porcos, galinhas para consumo próprio. Vacas e bezerros eram criados juntos, só se separando quando a família marcava certa data para a feitura do queijo de manteiga. Então, durante certo tempo, parte do leite era destinada à fabricação comunitária, destacando-se, nesse mister, os descendentes de Jacinto Ferreira Calado e de Maria de Almeida Calado, naturais de Cachoeira Grande, hoje Ituguaçu, distrito de Altinho, PE. Jacinto Ferreira Calado e seu filho Antônio Francisco de Almeida Calado foram os introdutores do fabrico de queijo em São Bento, como bem deixou assinalada a pesquisa a que procedeu, nesse sentido, a historiadora municipal Ivete de Morais Cintra no seu livro "O Queijo do Xucuru".

A pobreza era grande e resultante ainda da libertação oficial dos escravos em 1888. A terra pertencia a poucos, fruto das sesmarias que eram oferecidas a pessoas de certa projeção ou mesmo para fidalgos de origem portuguesa. A Lei das Terras de 1850 não modificou a questão fundiária, mas estabelecera a compra como a única forma de acesso à terra, abolindo o sistema de sesmarias. Como havia terra em abundância, não se fez a partição dela entre as famílias pobres que, sem recursos para comprar um pedaço de chão, tinham que se submeter ao regime de meação, ou seja, metade de produção agrícola era devida pelo produtor ao proprietário da terra, ou então, alugar seu trabalho ao senhor da terra por preço irrisório. A pobreza continuava absoluta em terras nordestinas. Se o trabalhador braçal pobre se deslocasse para a mata pernambucana, iria trabalhar em regime semiescravo na cultura da cana de açúcar, ou seja, do plantio, colheita, transporte até a fabricação do açúcar. Essa monocultura da cana-de-açúcar não foi benéfica para o povo nordestino uma vez que não distribuiu renda e o dinheiro pouco circulava já que os trabalhadores recebiam "vales" que eram trocados por gêneros de primeira necessidade no chamado "barracão" do próprio dono do engenho ou da usina de açúcar. No agreste pernambucano a pobreza e a indigência eram muito maiores e as pessoas apenas sobreviviam quando não eram atacadas por doenças que as faziam definhar por falta de socorro médico. A pecuária, no hoje chamado agreste pernambucano, não era uma atividade racional e organizada. As vacas pariam e os bezerros não eram apartados para a tiragem regular do leite. Muitos proprietários de gado vacum deixaram com seus vaqueiros a responsabilidade de engordar e tratar do animal para o abate. Havia em São Bento proprietários de mais de cem cabeças de gado distribuídas entre diversos vaqueiros em diferentes lugares de pasto. A paga aos vaqueiros pelo serviço era os bezerros que nasciam. Só mais tarde, com a chegada de Jacinto Ferreira Calado e do seu irmão, José Ferreira Calado, por volta de 1851, com seus filhos, foi que se começou a fabricação caseira do queijo em São Bento, porém apenas para o consumo do clã que participara do processo. Mais tarde, o excesso de produção do queijo de manteiga começou a ser colocado nas feiras de Garanhuns e outras localidades no entorno do município de São Bento, melhorando a renda daqueles que apenas vivam da agricultura de subsistência e da venda de gado bovino e de gado miúdo.


A FEIRA DO SÁBADO, UMA FESTA MATUTA


Para uma boa parte dos são-bentenses daqueles já longínquos tempos, o sábado era um dia especialíssimo na vida da gente que mourejava nos sítios, pois era o dia de tomar conhecimento das novidades, fazer as compras e beber aguardente, genebra, vinho de jurubeba com os amigos na mercearia de Negra Velha ou nas vendinhas de ponta de rua ou até jogar baralho até perder o último tostão ou fazer uma "fé" no jogo do bicho. Para as mulheres de certa posse, era dia de comprar chita e levar à modista para confeccionar aqueles vestidos longos e rodados. Os homens preferiam cuidar da aparência frequentando a barbearia de Balbino Mendes onde por quinhentos réis se fazia uma barba e se ouvia mentiras engraçadas contadas pelo barbeiro. Na mercearia de "molhados e seccos" de Quinca Lelê ou na Padaria Sertaneja, únicos assinantes do Diário de Pernambuco, as poucas pessoas mais letradas tomavam conhecimento das notícias da capital, do país e do mundo, acompanhado de um vinho de boa qualidade mesmo servido à temperatura ambiente porque naquele tempo o gelo era coisa que só existia na capital. Em nossa cidade, apenas em 1935, com a inauguração da fábrica de laticínios de Orestes Valença é que se deu início à produção do gelo em grandes barras o qual era protegido por pó de serra, fornecido pelo carpinteiro Braza. Logo após entrarmos na "era do gelo", surgiram, em São Bento, as carrocinhas com a famosa "gelada", que no dizer do sábio Edésio Valença era o "refrigério dos matutos", e o sorvete que consistia na raspa da barra de gelo à qual era adicionado o chamado "mé" de maracujá, coco, morango, manga, pitanga.
O pessoal de certo nível intelectual também se reunia no "Clube Literário" ou na "Sociedade 21 de Março" para discutir os assuntos do momento como a guerra que se desenrolava na Europa nos anos 10 do século 20. Cada um procurava interpretar os fatos. A política estadual com "rosistas" e "dantistas" também era prato cheio nas conversas. Os destinos da política municipal também eram postos em discussão. Era o pessoal de bom nível intelectual e de conhecimento como o vigário, o prefeito, o juiz de direito, o juiz municipal e de órfãos, o promotor de justiça, o escrivão, o dono da padaria. Os caixeiros-viajantes que chegavam a São Bento com suas amostras de mercadoria também contavam suas peripécias pelas estradas do sertão, enfrentando o sol, a poeira ou o estropiamento dos animais de sela ou de carga.
O sábado de feira era, pois, uma festa. Dia para batizar o bruguelo de poucos dias, porque se morresse não iria para o limbo, pois segundo a estapafúrdia doutrina, só alcançaria o reino dos céus os que fossem batizados com os santos óleos. Era o sábado, também, o dia ideal e preferido para o casamento religioso, dia em que o sacristão e o padre tinham que se desdobrar para dar conta dessas tarefas, assim como as missas em sufrágios dos parentes e amigos que se foram, principalmente vítimas de febres, disenterias, tuberculoses, mordidas de cobras, chifradas de bois raivosos.
Logo cedinho, com o sol nascendo, o menino Adelmar gostava de apreciar os carros puxados por juntas de bois de chifres longos em arco que tomavam conta de quase todo o pequeno perímetro urbano com seus cantos e chiados característicos. Tropeiros feirantes vindos de Belo Jardim, Jupi, Cachoeirinha, Lajedo e Canhotinho, principalmente, chegavam com suas mercadorias em mulas e ocupavam seus lugares no Mercado Municipal, uma construção inaugurada em 1887 e que ficou de pé até 1940 quando foi demolida e se deu início à modernização do centro da cidade com a instalação de meio fio e construção das calçadas. Ao redor do mercado, havia argolas de ferro fixadas no edifício, onde vendedores e fregueses amarravam as suas montarias e animais de carga. Era um malcheiroso espetáculo parecido com uma estribaria e motivo de galhofa quando alguém se dizia de São Bento. No entanto, era nele que se adquiria a rapadura vinda do sul de Pernambuco, um alimento precioso, calórico, mas que provocava cáries e logo, logo uma pessoa de pouco mais de vinte anos estava com a boca cheia de cacos de dentes amarelados, provocado pelo fumo de rolo de Chã Grande, cujo cigarro, também, servia para espantar aqueles mosquitinhos que tinham preferência pelo humor aquoso dos olhos das pessoas.
Quando era tempo de boa safra, os matutos vendiam ou trocavam sua produção de feijão, milho, farinha de mandioca, mamona por outras mercadorias, que não produziam, ou vendiam aos chamados armazéns de compra e venda de produtos agrícolas regionais. Eram tempos precários onde quase todos habitantes de São Bento eram pobres de fazer pena. Esses rurícolas traziam para a feira umbus, mel de uruçu, queijo de manteiga e de coalho, manteiga de garrafa, couros e peles de pequenos animais, pintos, frangos, galinhas e ovos. Como já relatamos antes, poucos dispunham de terra própria. Viviam em terras alheias e eram chamados de "moradores". Trabalhavam no roçado do senhorio a troco de uma diária de poucos mil-réis. É certo que donos de sítio mais caridosos permitiam uma pequena plantação de milho e feijão e a criação de poucas cabeças de ovelhas e cabras, além de galinhas.
O menino Adelmar Paiva assistia a tudo isso com o coração na mão. O que poderia fazer não para salvar, mas pelo menos minorar o sofrimento de sua gente que passava horrores e punha em evidência as leis da natureza onde só os mais fortes sobreviviam a uma dieta de pouca qualidade do ponto de vista alimentar e em condições sanitárias inexistentes? A essa altura, Adelmar já era sabedor da saga de heroísmo e de amor ao seu semelhante de Olavo Correia Crespo que abriu mão de terminar o curso de medicina na Bahia para aqui ficar zelando pela saúde de nossa pobre gente. Não, Olavo Crespo deixou de lado uma provável vida confortável de médico na capital e parece que esse notável exemplo de desprendimento povoou a mente de Adelmar Paiva, profissional que optou também em servir a sua gente no interior de Pernambuco e em Paulo Afonso, Estado da Bahia.
Diferentemente de muitos médicos que fazem da profissão um trampolim para a riqueza e o fausto, cobrando valores altíssimos por uma consulta, Adelmar Paiva preferiu fixar-se no interior, abrindo mão das oportunidades áureas de fazer fortuna com uma profissão que deve ser encarada como um autêntico sacerdócio. Viveu honestamente, criou uma família dentro dos padrões médios, contando para tanto com a mão firme e justa de sua esposa, Maria Nazaré de Araújo Paiva. Montou uma bem equipada clínica médica em Arcoverde onde a higiene imperava, atendendo com carinho e presteza a todos os que procuravam os serviços do profissional atento aos problemas dos seus pacientes e que sempre participava de congressos médicos e se atualizava com os melhores compêndios de medicina que mandava buscar, pelo reembolso postal, nas mais conceituadas livrarias do Brasil e do Exterior.



A VOLTA À TERRA NATAL

Como vimos antes, em dezembro de 1936, o jovem médico, Dr. Adelmar de Almeida Paiva, retorna aos seus pagos depois de muitos anos de estudo, estudo duro porque o curso requeria grande carga horária, de modo que ao chegar à Pensão de Dona Cula tomava banho, ceava e logo a seguir se recolhia aos seus aposentos para fazer a leitura e apontamentos em pesados livros de medicina, editados em língua estrangeira. Não podia de modo algum largar os seus livros e suas pesquisas para divertimentos como bailes e farras. Isso era proibido ao acadêmico de medicina que quisesse levar a sério o curso. E Adelmar, aluno brilhante, mercê de sua dedicação fez um belo curso, granjeando a simpatia dos mestres e a admiração e amizade dos colegas.

O COMEÇO PROFISSIONAL

Naquele tempo, o início do exercício da medicina em São Bento foi difícil porque não sabia cobrar o preço da consulta e Adelmar nunca fora comerciante com o pai e avô. Ele sempre achava que o bom médico tinha que ter conhecimento suficiente de hematologia, saber interpretar exames laboratoriais, sobretudo o valor do hemograma, demonstrando o seu valor no diagnóstico com doenças infecciosas. Mas, em São Bento não havia laboratório de análises clínicas o que era só disponível na Capital ou talvez em Caruaru. As coisas, então, se tornavam difíceis porque a remessa só poderia ser feita pela estrada de ferro, vez que as estradas eram de terra e esburacadas. Assim, nestas circunstâncias, o diagnóstico e a prática da profissão ficavam restritos ao exame físico e à observação do paciente. A sífilis quase sempre era detectada quando estava num estágio mais avançado com o aparecimento de lesões na pele do indivíduo, além da cefaleia, febre, prurido. A tuberculose era diagnosticada pelo escarro eivado de sangue e tosse. Dr. Adelmar clinicou em São Bento até o ano de 1945.

(continua)

Pau Amarelo PE 19 de setembro de 2014

Orlando Calado é bacharel em direito.


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Coluna 111 - 08/12/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (33)
Coluna 110 - 01/12/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (32)
Coluna 109 - 24/11/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (31)
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Coluna 77 - 14/04/2007 - Fatos & gente são-bentenses das décadas de 1930 e 1940
Coluna 76 - 07/04/2007 - Uma breve visita à nossa querida São Bento do Una
Coluna 75 - 31/03/2007 - Planejamento familiar no Brasil: uma necessidade inadiável
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Coluna 67 - 03/02/2007 - A declaração universal dos direitos humanos
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Coluna 64 - 13/01/2007 - Apolônio Sales, um estadista de grande valor
Coluna 63 - 06/01/2007 - 2006: Um ano de saldo positivo apesar do pouco crescimento econômico
Coluna 62 - 30/12/2006 - A "Batalha da Borracha", um episódio esquecido da história do Brasil
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Coluna 32 - 01/04/2006 - Brasil, nova potência petrolífera mundial!
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Coluna 29 - 11/03/2006 - Os livros de Sebastião Cintra
Coluna 28 - 04/03/2006 - Um sábado sangrento no Recife
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Coluna 19 - 31/12/2005 - Josué Severino, o mestre e a Banda Santa Cecília
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Coluna 16 - 10/12/2005 - Do Estado pouco ou nada espero
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Coluna 14 - 27/11/2005 - A Venezuela bolivariana de hoje
Coluna 13 - 26/11/2005 - Reminiscências de um menino de São Bento (1)
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Coluna 11 - 13/11/2005 - A saga de Delmiro Gouveia
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Coluna 9 - 31/10/2005 - O projeto São Francisco
Coluna 8 - 24/10/2005 - Correio eletrônico, maravilha do nosso tempo
Coluna 7 - 13/10/2005 - Um século sem presidente paulista
Coluna 6 - 09/10/2005 - O Grande Pronome 'Lhe' Morreu!
Coluna 5 - 29/09/2005 - Brasil 2005 - Uma Economia Mais Forte
Coluna 4 - 22/09/2005 - As Vestais da Moralidade Pública
Coluna 3 - 15/09/2005 - Mordomia & Nepotismo
Coluna 2 - 07/09/2005 - Tratamento de Excelência
Coluna 1 - 07/08/2005 - Hiroshima - uma covardia inominável


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