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Coluna 197: Datas notáveis de S. Bento do Una desde os primórdios ao centenário de sua emancipação política em 1960
Publicada dia 13 de Abril de 2010

Datas notáveis de S. Bento do Una desde os primórdios ao centenário de sua emancipação política em 1960


1830 – O arruado de Santa Cruz de São Bento possui pouco mais de meia dúzia de fogos e muitos habitantes, livres e cativos, nos sítios. Esse núcleo habitacional surgiu na Fazenda Santa Cruz. O missionário Francisco José Correia sugeriu a construção de uma capela.




1831 – Início da construção da capela do Senhor Bom Jesus no aglomerado de Santa Cruz de São Bento em dois terrenos doados por Inácio Tomás de Aquino e Joaquim de Benevides Falcão.




1832 – Em razão do movimento insurrecional denominado "Cabanada", vaqueiros com suas famílias, acampados nas matas de Panelas de Miranda, emigraram para Santa Cruz, onde se fixaram, construindo casas e provocando o desenvolvimento do arruado, com a instituição de uma feira semanal.




1834 - Criação do 9° distrito de paz de S. Bento pertencente à comarca de Bonito, conforme relação dos distritos criados, enviada pela citada comarca ao Conselho de Governo da Província de Pernambuco com ofício datado de 08/11/1834.




1835 Criação da Irmandade do Senhor Bom Jesus Pai dos Pobres Aflitos em 8 de outubro desse ano de 1835, cuja primeira resolução foi determinar que se fizesse o coro da capela que começara a ser erigida em 1831.




1849 – No dia 23 de fevereiro, a povoação foi atacada por um punhado de rebeldes, seguidores da Revolução Liberal Praieira, comandados pelos caudilhos João Tosta, Severo de Tal, João Rodrigues de Vasconcelos e Francisco Ribeiro. Em um dia de sábado, invadiram a povoação. Avisado, o coronel João Leite de Torres Galindo, diretor dos índios aldeados de Boi Morto, veio ao encontro dos rebeldes, com 150 índios, dando-se, então, renhida peleja entre as duas forças e sendo rechaçada a tropa liberal que teve um morto e seis feridos.




1853 - Criação da freguesia (distrito) pela Lei Provincial n° 309, de 12/05/1853 – Artigo único: Cria a freguesia de S. Bento e marca-lhe os limites. Esta lei foi sancionada por José Bento da Cunha e Figueiredo, presidente da Província.




1854 - Nomeação do 1º vigário: pelo decreto não numerado de 01/04/1854, Sua Majestade, o Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil, Dom Pedro II, apresentou o padre Antônio Alves de Carvalho, da freguesia do Senhor Bom Jesus dos Aflitos do distrito de São Bento, a Dom João da Purificação, bispo de Olinda.




1854 – Fundação da Filarmônica, hoje Banda Musical Santa Cecília, por Antônio Gonçalves Tristão, Firmino Gonçalves de Siqueira e Aprígio Siqueira em 22 de novembro de 1854.




1860 - Criação da vila e município pela Lei Provincial n° 476, de 30/04/1860, desmembrado da vila e município de Santo Antônio de Garanhuns. Esta lei foi sancionada por Ambrósio Leitão da Cunha, presidente da Província. O termo da vila e município de S. Bento abrangia, além da vila do mesmo nome, como 1° distrito; os povoados de Canhotinho, como 2º distrito, e Quipapá , como 3° distrito, e as povoações de S. Benedito, Queimadas, Pau Ferro, Jurema, Cachoeirinha, Lajedo e Calçado.




1861 - Primeira sessão da Câmara Municipal da vila de S. Bento, conforme ofício do referido colegiado ao presidente da Província, com data de 06/02/1861, comunicando o auspicioso fato. Note-se que as câmaras municipais das vilas e das cidades do Império do Brasil tinham caráter meramente administrativo e não legislavam. Elaboravam o Código de Posturas que submetiam à aprovação da Assembleia Legislativa Provincial através de lei específica. Dessa forma, não devem as câmaras municipais do Império ser confundidas com as atuais câmaras municipais. Em Portugal, ainda vige o sistema de câmaras municipais com funções executivas, sendo que a função legislativa é cometida pelos deputados municipais.




1863 - Primeiro código de posturas da Câmara Municipal da vila de S. Bento, abrangendo a povoação de Canhotinho, aprovado pela Lei Provincial n° 554, de 04/05/1863. Esta lei foi sancionada por João Silveira de Souza, presidente da Província.




1872 – No primeiro e único recenseamento realizado no Brasil, durante o Império, a população da vila e município de S. Bento era de 12.239 habitantes. Em 14 de novembro, foi instalada a Câmara Municipal de Panelas, cujo município englobou os distritos de Quipapá e S. Benedito, com os povoados de Jurema, Queimadas e Pau Ferro que pertenciam à base territorial de S. Bento.




1876 – O município de S. Bento abrangia a vila de S. Bento, como 1° distrito; a povoação de Jupi, como segundo distrito, e a povoação de Canhotinho, como 3° distrito.




1876 – Em 12 de dezembro, foi entregue à municipalidade, pronto, o açude do "Doutor" pelo empreiteiro Álvaro Esteves Braga. O terreno para a construção do próprio municipal, situado no riacho Bela Vista, fora doado à Vila pelo antigo estudante de medicina Olavo Correia Crespo, que chegara a S. Bento para combater o cólera-morbo, daí o nome como ficaria conhecido o açude. A empreitada custou aos cofres da municipalidade a quantia de 799 mil réis.




1877 – Nesse ano, deu-se a construção do açude provincial do Missionário. O missionário capuchinho italiano, frei Afonso Maria de Bolonha, foi o responsável pela obra. Ele aproveitou parte das verbas para o socorro às vítimas da grande seca, por meio do trabalho, na edificação desse açude de água potável, cujo defeito, na época, era ser fora da vila. Trabalharam, diariamente, de 60 a 90 indigentes e seu custo pouco excedeu a dois contos de réis.




1877 - Em 10 de setembro, a Câmara Municipal respondeu o ofício da Câmara Municipal de S. Paulo, alegando "que em virtude do estado financeiro deste termo, em razão da grande seca que presentemente assola este termo, deixa de agenciar os donativos por meio de subscrição popular para um fim tão justo", tal seja a construção de um monumento às margens do arroio Ipiranga, na cidade de S. Paulo, que recordasse o glorioso 7 de setembro de 1822, dia da proclamação da Independência de nossa Pátria.




1881 - Criação da comarca pela Lei Provincial n° 1591, de 21/06/1881 – Artigo 1°: Fica criada a comarca de S. Bento que compreenderá o termo do mesmo nome. Esta lei foi sancionada por José Antônio de Souza Lima, presidente da Província. No entanto, a instalação da comarca só aconteceria em 5 de janeiro de 1890 pelo Dr. Manoel Cabral de Melo, seu primeiro juiz de direito.




1882 - Clube Literário de S. Bento - O "Diário de Pernambuco", em sua edição da quarta-feira, 27 de setembro de 1882, publicou a seguinte carta, datada do dia 18: "Instalou-se ontem neste Clube a sessão de júri histórico, que foi muito concorrida. Foi submetido a julgamento João de Souto Maior, tendo por acusador Luiz Aurélio de Godói e Vasconcelos e por defensor João de Oliveira Valença. Depois de porfiado debate, foi absolvido por unanimidade de votos. Ao tribunal presidiu o presidente do clube, levantando-se a sessão de 9 horas da noite". Essa notícia é uma prova mais do que evidente de em S. Bento sempre tivemos homens voltados para a cultura e para o saber.




 1889 - Declaração de entrância judicial: pelo Decreto n° 49, de 07/12/1889, do Governo Provisório da República, a comarca de S. Bento foi declarada de 1ª entrância. O ato é assinado pelo marechal Manoel Deodoro da Fonseca, chefe do governo, e pelo ministro da Justiça, Manoel Ferraz de Campos Sales.




1890 - Em 5 de janeiro, foi instalada a comarca de S. Bento pelo Dr. Manoel Cabral de Melo que veio a ser o primeiro juiz de direito.




1890 Em 1° de fevereiro, foram nomeados, pelo governador do Estado, para compor o Conselho de Intendência Municipal de S. Bento, os seguintes cidadãos: Francisco Alves dos Santos (presidente), Joaquim Ferreira de Souza, Joaquim Soares da Rocha, Esperidião Guilherme de Azevedo e Manoel de Medeiros Tavares (membros).




1890 – No segundo recenseamento geral do Brasil, a nossa população era de 7.880 habitantes. Esse decréscimo, em relação ao censo de 1872, deve ter ocorrido em razão da terrível seca dos três 7 (1877, 1878 e 1879) e também da separação de Canhotinho e de Panelas.




1890 Requerimento da Intendência Municipal de S. Bento e de diversos munícipes, datado de 15 de agosto, dirigido ao Barão de Lucena, governador do Estado de Pernambuco, tendo em vista que o Governo da República mandara proceder a estudos de prolongamento da estrada de ferro de Caruaru a Pesqueira, reivindicando que no traçado do referido prolongamento fosse incluída a vila de S. Bento, em razão de não encontrar obstáculos a transpor. Aduz, também, que a vila de S. Bento, "pela salubridade do ar que lhe concedeu a natureza, é um ponto de apoio para todos os cidadãos adoecidos dessa Capital e de muitos outros pontos a conselho dos médicos", em resultando daí o restabelecimento de um grande número de pessoas que para aqui se refugiavam. E finda acrescentando que "desta vila para a cidade de Pesqueira nenhum obstáculo se encontrará porque o terreno é ótimo para o fim desejado". O requerimento seguiu assinado por Francisco Alves dos Santos (presidente do Conselho da Intendência), Joaquim Ferreira de Souza (intendente), Joaquim Soares da Rocha (intendente), Pedro Pacífico Pulez (secretário da Intendência) e os cidadãos: Vicente Rodrigues de Paula, Manoel Domingos dos Santos, Manoel do Carmo Almeida, Augusto José Quirino Correia de Oliveira, Manoel Alves Enes, João Avelino dos Santos, Antônio Ferreira de Morais Filho, Antônio Correia de Brito, Manoel Alves dos Santos, Antônio de Almeida Calado, Manoel Moreira de Melo, José Pinheiro de Andrade, Felipe Manso de Santiago, José Soares do Amaral Júnior, José Joaquim de Farias, Lúcio José Correia, Antônio Severino do Amaral, Francisco Severino do Amaral, José Rodrigues Jacobina, José Muniz de Melo, Joaquim Francisco Xavier, Francisco Alves Maciel, Ricardo Francisco Teixeira de Paula, Joaquim José de Matos, João Barbosa dos Santos, Bruno José Correia, Odilon Claudino de Almeida, José Correia de Melo, Miguel Arcanjo da Fonseca Valença, José Marcelino Rocha, João Ferreira de Bento, José Ferreira de Morais, Tomás Antônio de Andrade, João Ladislau Correia Rego, José da Silva Burgos, José de Paula Vilela Caju, José Vitalino de Souza, Francisco Alves da Costa, Manoel Lauriano de Souza, Agostinho Rodrigues de Vasconcelos, Joaquim Vitalino de Melo, Herculano Barbosa Monteiro, João Barbosa Monteiro, Francisco Gomes de Melo, Luiz Salustiano de dos Santos, João Florentino de Oliveira, Honório Bento da Silva Valença, José Hemetério do Nascimento, Liberato Augusto de Siqueira, Porfírio José dos Santos, Zacarias José de Oliveira, Manoel de Medeiros Tavares e José Guilherme de Azevedo. Fizemos questão de, em homenagem a esses são-bentenses sonhadores, transcrever todos os nomes que assinaram o requerimento pedindo que no prolongamento da estrada de ferro de Caruaru a Pesqueira os trilhos passassem por S. Bento, fato que ensejaria um maior progresso para o nosso município que já era grande produtor agrícola e dono de considerável produção leiteira.




1891 - Criação de um comando superior da Guarda Nacional na comarca de S. Bento que se comporia de três batalhões de infantaria do serviço ativo com quatro companhias cada um e as designações de 93°, 94° e 95° e dois batalhões do serviço de reserva, também com quatro companhias cada um,  e as designações de 58° e 59°, conforme Decreto n° 239, de 02/05/1891, assinado por Manoel Deodoro da Fonseca, presidente constitucional da República e pelo ministro da Justiça, Barão de Lucena. De notar que no ano de 1896 a Alfândega de Pernambuco convocou apenas os oficiais nomeados para o 93° e 94° Batalhões de Infantaria do serviço ativo e para o 58° Batalhão do serviço de reserva.




1892 - Em 21 de fevereiro, foram realizadas eleições, tendo sido eleito prefeito Joaquim Soares da Rocha e subprefeito Felipe Manso de Santiago. Para o Conselho Municipal foram eleitos: Rodolfo Monteiro Paiva, João de Oliveira Cintra (que seria eleito presidente), Gregório Simões de Macedo, Leandro Gonçalves de Souza e José Manoel Pacheco.




1892 Em 17 de agosto, dentro de um clima de instabilidade institucional, o governador do Estado de Pernambuco levou ao conhecimento das autoridades municipais a dissolução dos Conselhos Municipais formados pelo prefeito, subprefeito e conselheiros, marcando para o dia 30 de setembro a realização de novas eleições., tendo sido eleitos os cidadãos Felipe Manso de Santiago (prefeito) , Gregório Simões de Macedo (subprefeito), João de Oliveira Cintra (presidente do Conselho), Antônio Francisco Xavier (vice-presidente), Antônio José Pacheco, Manoel Raimundo Ferreira da Silva e Antônio Possidônio de Oliveira Santos (membros).




1892 – A Lei Municipal n° 15, de 21 de novembro, cria o distrito de Cachoeirinha.




1893 - Constituição do município republicano, de acordo com o artigo 2° das disposições gerais da Lei Estadual n° 52, de 03/08/1892, conforme ofício do subprefeito de S. Bento, Gregório Simões de Macedo, ao governador do Estado de Pernambuco, Alexandre José Barbosa Lima, com data de 06/01/1893, "comunicando haver sido constituído o município em 05/01/1893" ocasião em que o prefeito Felipe Manso de Santiago declarou que o município estava dentro dos parâmetros da lei, "autônomo e não pendente".




1896Constituição de três batalhões de infantaria da Guarda Nacional, sendo dois do serviço ativo, o 93° e o 94º, e um de reserva, o 58°, com a convocação nominal dos oficiais nomeados à Alfândega de Pernambuco, através de edital de 27 de julho de 1896, "a virem satisfazer nesta Repartição os direitos de suas patentes". Cada batalhão era composto por quatro companhias, totalizando os três batalhões 81 oficiais com as patentes de capitão-ajudante, tenente-secretário, tenente-quartel-mestre, capitães comandantes de companhia, tenentes e alferes. Interessante notar que o Decreto nº 239, de 02/05/1891, assinado por Manoel Deodoro da Fonseca, presidente da República e pelo Barão de Lucena, ministro da Justiça, autorizou a criação de um comando superior de Guardas Nacionais na comarca de S. Bento composto de três batalhões de infantaria do serviço ativo, n°s 93°, 94° e 95° e dois batalhões de infantaria do serviço de reserva, n°s 58° e 59°.




1899 - Em sessão especial Conselho Municipal, realizada no dia 12 de outubro, com a presença de cidadãos de todas as classes, foi declarada instaladaa iluminação , fornecida por seis lampuões à querosene. Para enaltecer o feito, usaram a palavra o Dr. Augusto Sílvio Barreto, promotor público; Rodolfo Jovino de Santa, professor de matemática e o Dr. Eduardo Correia da Silva, juiz de direito da Comarca.  





1900 – Fundação da Sociedade 21 de Março, ocasião em que circula a edição n° 1 da "Gazeta de S. Bento", composta e impressa em tipografia própria da vila. O primeiro presidente foi o juiz de direito Eduardo Correia da Silva. O clube possuía seções literária, musical, dramática e desportiva, representada pelo hipódromo Bela Vista.




1900 - Elevação da vila de S. Bento à categoria de cidade por proposta apresentada na primeira legislatura estadual republicana (1893-1895) pelo então deputado Esmeraldino Olímpio de Torres Bandeira, transformada na Lei n° 440,  de 08/06/1900. A histórica notícia foi recebida com as mais expressivas demonstrações de prazer. Foram improvisados diversos festejos públicos, com  o fim de solenizar-se o acontecimento que marcaria para S. Bento uma era de prosperidade, como o baile realizado no Mercado Público, por ser o mais amplo salão, onde todos, sem distição, dançaram até o dia seguinte. As festas duraram da noite de sexta-feira, 8 de junho até o domingo, dia 10 de junho. Do pátio da Matriz, partiu organizada passeata que, depois de percorrer a cidade, estacionou na sede da "Sociedade 21 de Março" e tendo cumprimentado em suas residências todas as autoridades, dissolveu-se em frente à casa do vigário Joaquim Alfredo da Costa Pereira. Houve discursos: Dr. Ildefonso Xacier Rodrigues Esteves, Dr. Augusto Sílvio Barreto e major Quintino Alves da Silva Valença. (Gazeta de S. Bento). O presidente do Conselho Municipal propôs que ficasse registrado em ata , um voto de agradecimento ao Dr. Eduardo Correia da Silva, juiz de direito da comarca, pelos esforços empregados para a concretização dessa aspiração do povo de São Bento. A nossa Banda Santa Cecília marcou presença sob a batuta do mestre Liberato Augusto de Siqueira.




1901 - A Lei Municipal n° 31, de 24 de dezembro, eleva à categoria de distrito (vila) a povoação de Capoeiras.




1908 – O "Diário de Pernambuco" do sábado, 1° de fevereiro, publicou o seguinte: "O Sr. Superintendente da Great Western respondeu ontem o ofício que lhe remeteu o Dr. Segismundo Gonçalves, acompanhando um memorial firmado por muitos habitantes de São Bento e referente ao prolongamento da estrada de ferro, mandando estudar brevemente em seus detalhes a construção do novo ramal, a partir da estação de Angelim, situada no município de Garanhuns". Este fato foi a segunda tentativa de idealistas são-bentenses em trazer o caminho de ferro para nossa cidade, como prolongamento da Estrada de Ferro Sul de Pernambuco. Em 1890, já tinha havido uma tentativa de se passar os trilhos da estrada de ferro central de Pernambuco quando dos estudos do prolongamento ferroviário de Caruaru a Pesqueira. O Dr. Segismundo Antônio Gonçalves, piauiense, formado pela Faculdade de Direito do Recife, era o governador do Estado de Pernambuco.





1925 - Inauguração do primeiro motor elétrico, na época chamado de "usina", graças ao espírito empreendedor de dona Pânfila Cavalcanti de Queiroz Monteiro, sobrinha do 2° Barão de Suassuna, Henrique Marques de Holanda Cavalcanti. Esse velho motor, "made in England", teve uma vida útil de mais de 25 anos, graças ao empenho de João Virães de Oliveira e seu fiel escudeiro Margareto que o lubrificavam todas as tardes..




1920 – O recenseamento desse ano registra uma população de 20.700 habitantes, sendo 11.000 em S. Bento, 4.799 em Cachoeirinha e 4.901 em Capoeiras.




1927 – A lei Municipal n° 97, de 29 de setembro, eleva à categoria de distrito (vila) a povoação de Retiro que mais tarde passaria a se chamar Cabanas (Anexo 1, publicado em 14 de janeiro de 1944, do Decreto-Lei Estadual n° 952, de 31 de dezembro de 1943).




1937 – Inauguração do União Sport Club em moderno  e confortável casarão, situado na Rua João Pessoa esquina com a Av. Manoel Cândido. Os fazendeiros e demais pessoas que contribuíram financeiramente para a construção da bela sede, em estilo eclético, receberam o título de "sócios-remidos". A sede do União foi, por muito tempo, uma das mais elegantes do interior de Pernambuco e motivo de justo orgulho dos são-bentenses.




1939 – Pelo ato n° 1002, de 21 de agosto, o interventor federal no Estado de Pernambuco, Agamenon Sérgio de Godói Magalhães, designou prefeito municipal o Dr. Manoel Cândido Carneiro da Silva, que exercia o cargo de promotor público na comarca de Bom Conselho. Ele substituiu Adalberto de Oliveira Paiva. Manoel Cândido, deu início ao processo de urbanização e modernização da cidade com a demolição do "Mercado Público", o assentamento de meio-fio e a construção da prefeitura.




1940 – O recenseamento contou 29.918 habitantes no município, sendo 15.204 em S. Bento, 3.588 em Cachoeirinha, 6.646 em Capoeiras e 4.480 em Retiro (hoje, Cabanas).




1943/1944 - Acréscimo da expressão "do Una" ao topônimo S. Bento, conforme anexo nº 1, do Decreto-lei estadual n° 952, de 31/12/1943, publicado em 01/01/1944. No entanto, o referido Anexo n° 1 só seria publicado no "Diário do Estado de Pernambuco" na sexta-feira, dia 14 de janeiro de 1944. O decreto-lei em si não cogitava de mudança de nome, que apenas acontece no desgarrado anexo. Segundo o escritor Gilvan Lemos, a expressão "do Una" foi sugerida pelo general João Augusto de Siqueira.




1947Primeira eleição para prefeito de S. Bento do Una após a redemocratização do país com a promulgação da Constituição de 18 de setembro de 1946. O médico Lívio de Souza Valença, do Partido Social Democrático (PSD), derrotou o escrivão José Raimundo da Silva, da União Democrática Nacional (UDN).




1947 – Festiva inauguração do campo de pouso da Fazenda Agra no domingo 28 de dezembro. Mais de uma dúzia de teco-tecos (monomotores) pousam no novo campo de aviação. Foi um grande avanço para a época em que só dispúnhamos de uma única viagem de trem no sentido Recife-Sertânia e vice-versa, via Belo Jardim. As estradas eram péssimas e sem nenhuma pavimentação. O grande comandante do feito foi Valdemar Gonçalves Agra que incluiu nossa cidade no mapa aeronáutico de então. No telhado do saudoso Cine Teatro Rex, havia uma enorme seta branca indicando aos aviadores a direção exata do campo do Agra.




1950 – O recenseamento geral arrolou 53.545 habitantes no município, sendo 29.323 em S. Bento, 6.073 em Cachoeirinha, 11.431 em Capoeiras e 6.718 em Cabanas. Nesse censo, trabalhou como recenseador Sebastião Bernardino de Souza, morador do Riachão, que logrou passar com mérito, com outros são-bentenses, na prova aplicada por Manoel Alves Feitosa, natural de Canhotinho, então agente do IBGE em S. Bento do Una.




1957 – A Lei Municipal n° 409, de 18 de maio, cria o distrito de Espírito Santo, com terras do distrito de Cachoeirinha.




1958 - Fundação do Ginásio Municipal Lenita Fontes Cintra pelo professor Jurandir Tenório de Lima na administração do prefeito José do Patrocínio Mota, utilizando, inicialmente, no período da noite, as instalações do Grupo Escolar Rodolfo Monteiro Paiva.




1958 – A lei Estadual n° 3309, de 17 de dezembro desmembra do município de S. Bento do Una os distritos de Cachoeirinha e Cabanas (ex-Retiro) para formar o município de Cachoeirinha.




1960 – O recenseamento geral apontou uma população de 57.338 habitantes no município, sendo 29.676 em S. Bento, 6.852 em Cachoeirinha, 11.953 em Capoeiras, 5.005 em Cabanas e 4.205 em Espírito Santo. Decorrido meio século em 2010, a população são-bentense não se recuperou dessa perda de população.


1960 -  O prefeito Osvaldo Celso Maciel preside as solenidades comemorativas do centenário de emancipação de S. Bento do Una. Em frente ao prédio da Prefeitura, vários autoridades fazeram uso da palavra.  Após, houve o desfile estudantil aberto pela banda marcial do Colégio Diocesano de Garanhuns, seguida pelo Ginásio Municipal, Grupo Escolar Rodolfo Monteiro Paiva e escolas municipais. Na Câmara Municipal, em sessão solene, o professor Jurandir Tenório de Lima profere a famosa "Oração do Centenário" sendo vivamente aplaudido. Como sempre, a Banda Musical Santa Cecília abrilhantou os festejos .




Pau Amarelo PE 7 de abril de 2010




Orlando de Almeida Calado




Nota do autor: Este trabalho não tem a menor pretensão de ser definitivo. À medida que formos apurando novos fatos relevantes a respeito de nosso município, faremos os devidos acréscimos e possíveis correções.








 

Pau Amarelo PE 13 de abril de 2010

Orlando Calado é bacharel em direito.


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Coluna 192 - 09/12/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (35)
Coluna 191 - 02/12/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (34)
Coluna 190 - 25/11/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (33)
Coluna 189 - 18/11/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (32)
Coluna 188 - 11/11/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (31)
Coluna 187 - 04/11/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (30)
Coluna 186 - 27/10/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (29)
Coluna 185 - 21/10/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (28)
Coluna 184 - 14/10/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (27)
Coluna 183 - 07/10/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (26)
Coluna 182 - 30/09/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (25)
Coluna 181 - 23/09/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (24)
Coluna 180 - 16/09/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (23)
Coluna 179 - 09/09/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (22)
Coluna 178 - 02/09/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (21)
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Coluna 176 - 19/08/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (19)
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Coluna 173 - 29/07/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (16)
Coluna 172 - 22/07/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (15)
Coluna 171 - 16/07/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (14)
Coluna 170 - 08/07/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (13)
Coluna 169 - 01/07/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (12)
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Coluna 166 - 09/06/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (9)
Coluna 165 - 27/05/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (8)
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Coluna 163 - 29/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (6)
Coluna 162 - 22/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (5)
Coluna 161 - 15/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (4)
Coluna 160 - 08/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (3)
Coluna 159 - 01/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (2)
Coluna 158 - 21/03/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (1)
Coluna 157 - 25/02/2009 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (14) (final da série)
Coluna 156 - 22/11/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (13)
Coluna 155 - 08/11/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (12)
Coluna 154 - 25/10/2008 - S.Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (11)
Coluna 153 - 18/10/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (10)
Coluna 152 - 11/10/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (9)
Coluna 151 - 27/09/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (8)
Coluna 150 - 20/09/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (7)
Coluna 149 - 13/09/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (6)
Coluna 148 - 06/09/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (5)
Coluna 147 - 30/08/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (4)
Coluna 146 - 24/08/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (3)
Coluna 145 - 16/08/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (2)
Coluna 144 - 09/08/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (1)
Coluna 143 - 02/08/2008 - O presídio de Fernando de Noronha e seu regime jurídico no final do Império (3/3)
Coluna 142 - 19/07/2008 - O presídio de Fernando de Noronha e seu regime jurídico no final do Império (2/3)
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Coluna 137 - 14/06/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (24) - A abolição da escravatura no Ceará, a povoação de Boa Viagem do Recife entre outros assuntos
Coluna 136 - 07/06/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (23) - A crise no abastecimento de água no Recife. Relatório do governo: as chuvas diminuem a bandidagem
Coluna 135 - 31/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (22) - O projeto de lei de Joaquim Nabuco abolindo a escravidão e a chamada Lei Saraiva que restringiu o voto
Coluna 134 - 24/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (21) - Ainda os efeitos da grande seca na Vila de S. Bento; o Ginásio Pernambucano em 1879
Coluna 133 - 17/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (20) - Os efeitos da grande seca em São Bento
Coluna 132 - 10/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (19) - A corrupçao na vida pública; o espírito empreendedor do barão de Mauá
Coluna 131 - 03/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (18) - A terrível seca dos três sete
Coluna 130 - 26/04/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (17) - A inauguração do palacete da rua da Aurora enquanto a febre amarela grassa em Pernambuco
Coluna 129 - 19/04/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (16) - A revolução nas comunicações e o desfecho da Questão Religiosa
Coluna 128 - 12/04/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (15) - Dom Vital e a Questão Religiosa
Coluna 127 - 05/04/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (14) - A Lei do Ventre Livre
Coluna 126 - 29/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (13) - A Guerra do Paraguai
Coluna 125 - 22/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (12) - A Guerra do Paraguai
Coluna 124 - 15/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (11)
Coluna 123 - 08/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (10)
Coluna 122 - 01/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (9)
Coluna 121 - 23/02/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (8)
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Coluna 117 - 26/01/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (4)
Coluna 116 - 19/01/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (3)
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Coluna 112 - 15/12/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (34)
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Coluna 107 - 10/11/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (29)
Coluna 106 - 03/11/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (28)
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Coluna 66 - 27/01/2007 - A revolta da chibata
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Coluna 64 - 13/01/2007 - Apolônio Sales, um estadista de grande valor
Coluna 63 - 06/01/2007 - 2006: Um ano de saldo positivo apesar do pouco crescimento econômico
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Coluna 59 - 09/12/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (16)
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Coluna 57 - 25/11/2006 - Congresso Nacional perdulário, povo paupérrimo
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Coluna 30 - 18/03/2006 - Biodiesel: um combustível social e ecológico
Coluna 29 - 11/03/2006 - Os livros de Sebastião Cintra
Coluna 28 - 04/03/2006 - Um sábado sangrento no Recife
Coluna 27 - 25/02/2006 - O início do resgate da nossa dívida social
Coluna 26 - 18/02/2006 - Fim da pobreza mundial até 2015
Coluna 25 - 11/02/2006 - Reminiscências de um menino de São Bento (3)
Coluna 24 - 04/02/2006 - Aspectos gerais da lei de responsabilidade fiscal
Coluna 23 - 28/01/2006 - Pernambuco começa a sair da letargia
Coluna 22 - 21/01/2006 - Perfil demográfico no mundo rico
Coluna 21 - 14/01/2006 - Brasil, potência mundial em 2020
Coluna 20 - 07/01/2006 - Os gatunos da esperança
Coluna 19 - 31/12/2005 - Josué Severino, o mestre e a Banda Santa Cecília
Coluna 18 - 24/12/2005 - Reminiscências de um menino de São Bento (2)
Coluna 17 - 17/12/2005 - Pequenas idéias para o desenvolvimento de São Bento do Una
Coluna 16 - 10/12/2005 - Do Estado pouco ou nada espero
Coluna 15 - 04/12/2005 - A América do Sul e o nazismo
Coluna 14 - 27/11/2005 - A Venezuela bolivariana de hoje
Coluna 13 - 26/11/2005 - Reminiscências de um menino de São Bento (1)
Coluna 12 - 13/11/2005 - A crise argentina
Coluna 11 - 13/11/2005 - A saga de Delmiro Gouveia
Coluna 10 - 10/11/2005 - O velho na legislação brasileira
Coluna 9 - 31/10/2005 - O projeto São Francisco
Coluna 8 - 24/10/2005 - Correio eletrônico, maravilha do nosso tempo
Coluna 7 - 13/10/2005 - Um século sem presidente paulista
Coluna 6 - 09/10/2005 - O Grande Pronome 'Lhe' Morreu!
Coluna 5 - 29/09/2005 - Brasil 2005 - Uma Economia Mais Forte
Coluna 4 - 22/09/2005 - As Vestais da Moralidade Pública
Coluna 3 - 15/09/2005 - Mordomia & Nepotismo
Coluna 2 - 07/09/2005 - Tratamento de Excelência
Coluna 1 - 07/08/2005 - Hiroshima - uma covardia inominável


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