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Coluna 224: Breve História de Adelmar Paiva e do seu tempo (4)
Publicada dia 29 de Julho de 2014

Breve História de Adelmar Paiva e do seu tempo (4)

O ALISTAMENTO NO BATALHÃO PROVISÓRIO

No primeiro trimestre do ano de 1931, o jovem Adelmar Paiva deu início ao seu curso médico no elegante edifício, em estilo eclético, construído especialmente para ser a sede da Faculdade de Medicina do Recife na Praça do Derby.

Em julho do ano seguinte, um episódio da vida política nacional marcou o caráter dele, segundanista de medicina, ao se alistar, como voluntário no Batalhão Provisório que seguiria com destino ao sul do País a fim de dar combate à elite conservadora de São Paulo que, inconformada com a perda do poder político, se insurgira contra o Governo Provisório da República, presidido pelo Dr. Getúlio Vargas, chefe revolucionário de 1930, cujo ideário fora dotar o país de instituições modernas, reformar o ensino, implantar leis de proteção ao trabalhador urbano e dar início ao processo de industrialização do país com a implantação da política de substituição de certos produtos que por aqui poderiam muito bem ser produzidos, provocando economia de nossas divisas na moeda forte de então, a libra esterlina.

Assim, é que, nos idos de 1932, mês de julho, pipocou o movimento dito constitucionalista de São Paulo que antes de qualquer coisa era uma reação ao golpe de Estado de 1930 que quebrou a hegemonia paulista e mineira na chamada política do café com leite, ou seja, a alternância no poder maior da República, destinando quatro anos de mandato a São Paulo (o café) e os quatro anos seguintes de mandato para Minas Gerais (o leite) e assim por diante.

No Recife e nas demais capitais da região, o movimento paulista cheirou como algo diferente dos reais objetivos revolucionários, ou seja, a convocação de uma Assembleia Constituinte. O Estado de São Paulo, a potência cafeeira e sustentáculo da economia nacional, tinha a intenção de se separar do Brasil, fato até hoje não devidamente esclarecido pelos historiadores. Pode ser que esse rumor tenha sido lançada como um ardil para levar o restante do Brasil a combater São Paulo. Essa notícia ou esse boato de separação tocou a alma dos brasileiros do Norte e no Recife não foi diferente. Acadêmicos das diferentes escolas superiores da capital se alistaram voluntariamente e seguiram depois para os portos do sul do país a fim de dar combate àqueles brasileiros que se opunham às diretrizes revolucionária do Governo Provisório da República.

Naquele tempo, o Brasil vivia, igualmente, uma séria crise de natureza econômica reflexo da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929. Exportador por excelência de sobremesa, café e açúcar, o país se ressentiu do corte drástico de suas exportações e para manter o preço da rubiácea em alta, no mercado internacional, achou por bem incinerar milhares de toneladas do café em grão. No entanto, contando com a liderança firme e inquebrantável de Getúlio Vargas, o Brasil conseguiu atravessar esses tenebrosos anos de crise do capitalismo e de efervescência política, com levantes comunistas e integralistas, além dos anos difíceis e incertos provocados pela eclosão da segunda guerra mundial.

O jovem universitário Adelmar Paiva, patriota esclarecido e espírito de aventura, cursava o segundo ano de medicina e mesmo assim não ponderou o fato de seu ato vir a prejudicar os seus estudos, posto que a causa da unidade nacional estivesse em jogo, em perigo. Como acadêmico de medicina, ele tinha como certo o seu aproveitamento nos corpos de saúde. Não consultou a família, pois, para tanto, não havia tempo a perder.

Apresentou-se ao posto de recrutamento a fim de integrar o Batalhão Provisório de Pernambuco, que partiria com urgência, em agosto de 1932, para combater os contrarrevolucionários paulistas, saudosos dos benefícios que a política do café com leite lhes proporcionava.
Adelmar foi muito bem acolhido pelo capitão recrutador, mormente em razão de sua qualificação de acadêmico de medicina. E logo se providenciou a caderneta militar e fardamento para o início do treinamento básico militar.

Adelmar sabia que poderia dar sua parcela de contribuição à causa patriótica com seu trabalho de auxiliar do Corpo Médico que viria a se estacionar na estratégica localidade de Capão Bonito, São Paulo, próxima à divisa com o Paraná. Este estacionamento de tropas legalistas em Capão Bonito teve por finalidade impedir que possíveis tropas vindas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se deslocassem em socorro aos rebeldes de São Paulo.

A decisão de Adelmar Paiva em se alistar logo chegou a São Bento por intermédio de carta de próprio punho aos pais. A mãe Zulmira ficou em prantos, arrasada. Católica fervorosa que era a aflição tomou conta de si e muitos terços rezados e ladainhas recitadas na Matriz. Adalberto ficou apreensivo, desesperado com o que poderia vir a acontecer ao seu primogênito em lugar tão distante, só alcançável através de navio.

Adelmar sabia que poderia correr perigo. A missão era arriscada, embora o velho Paiva deixasse transparecer aos conterrâneos uma ponta de orgulho paternal pelo filho. Não restavam dúvidas à família de que o gesto de Adelmar em se alistar era um ato patriótico e em consonância com os Estados da região que prontamente se puseram ao lado do governo de Getúlio Vargas, enviando batalhões de voluntários e policiais militares para dar combate aos conservadores paulistas.

A Família Paiva ainda não se havia recuperado totalmente do baque sofrido com a morte do patriarca, Rodolfo Monteiro de Paiva, ocorrida em 25 de março de 1932. Adalberto e Zulmira reuniram familiares e amigos, em sua casa, para dar conhecimento do fato e discutir o que poderia ser feito para impedir a viagem de Adelmar ao campo de batalha.

Os familiares chegaram à conclusão de que o melhor seria enviar, ao Recife, alguém bem próximo a Adelmar para dissuadi-lo de tão arriscada empresa para um jovem de apenas vinte e um anos de idade. Adalberto, então, pediu ao irmão Nô Paiva que fosse ao Recife. Nô aceitou. Preparou seu reluzente Ford 1929 a tempo de chegar a Belo Jardim para tomar o trem vindo de Pesqueira com destino ao Recife.

O automóvel ficou numa garagem próxima à estação de Belo Jardim para a viagem de retorno a São Bento. Chegando ao Recife, Nô se dirigiu primeiramente à Praça do Derby na esperança de encontrar o sobrinho, mas foi avisado, pelo porteiro, de que as aulas tinham suspensas porque vários universitários, de diferentes anos de estudo, iam embarcar para o sul do país. Nô agradeceu a informação e se dirigiu à pensão de dona Cula, onde Adelmar estava hospedado, pois que no ano anterior morara na casa do tio José Paiva, mas este fora trabalhar em São Paulo.

Na pensão, dona Cula foi logo informando que Adelmar estava no cais do Lameirão, para embarcar com destino ao sul do país. Dona Cula ainda informou a Nô que Adelmar havia deixado aos cuidados dela, para guardar, todos os seus livros, cadernos, roupas e demais pertences até o retorno dele que esperava ser o mais breve possível.

Ato contínuo, Nô se dirigiu a pé ao cais do porto do Recife onde encontrou muitos soldados do Exército que foram dar segurança ao embarque e uma emocionada multidão que fora se despedir dos filhos, parentes e amigos. Para Nô, tudo debalde: o navio já saía da bacia portuária em direção ao alto mar. Lenços brancos saudavam os que partiam para a "guerra de São Paulo", como muitos chamavam a tentativa de golpe da elite paulista contra o governo popular, embora autoritário, de Getúlio Vargas.

No cais do Lameirão, Nô ainda encontrou um amigo de Belo Jardim que também fora se despedir de um parente que havia se alistado no Batalhão Provisório. Os amigos se abraçaram comovidos. O amigo, partidário da causa do governo de Getúlio Vargas, disse que não opusera qualquer obstáculo ao alistamento do sobrinho, boêmio inveterado, na vã esperança de vê-lo, na volta, homem feito e responsável. Já Nô não se conteve e as lágrimas rolaram por sua face. Tinha vindo ao Recife com a precípua missão de dissuadir o sobrinho Adelmar a não embarcar para tão arriscada missão, atendendo o irmão Adalberto e a cunhada Zulmira.

Nô voltou à pensão de dona Cula onde pernoitou e no outro dia bem cedinho se dirigiu à estação central da Great Western, no bairro de São José, para retornar a São Bento, viajando de trem até Belo Jardim, onde apearia para pegar seu automóvel, viajar mais 21 quilômetros e dar conhecimento dos fatos à família. Durante a viagem matutou muito. De momentos em momentos, Virgílio Paiva, o Nô, como ele era mais conhecido, ficara tomado de tristeza e de angústia sempre que se lembrava de não ter cumprido a missão que sabia perfeitamente que não fora por culpa sua e além do mais tinha quase certeza de que não seria atendido, pois o moço já estava devidamente alistado e a essa altura seria impossível o seu desligamento.

Quando chegou à Padaria Sertaneja, macambúzio, o povo da pequena São Bento acorreu ao local e logo percebeu que Nô não havia cumprido a espinhosa missão. Não por culpa dele, evidentemente, mas porque não chegou a tempo de demover o sobrinho dessa arriscada expedição, mesmo sabedor de que o trabalho dele seria em princípio na retaguarda das forças em combate, servindo de padioleiro e cuidando dos enfermos e suas chagas.

O assunto foi motivo de lamentação por muitos dias tanto na mercearia de Nô como na padaria de Adalberto, porque, com a morte do patriarca meses antes, a firma Rodolfo Paiva & Filhos fora extinta com Adalberto e Nô fazendo a divisão dos ativos e passivos deixados pelo velho Rodolfo Paiva.

Uma missa foi celebrada pelo padre Antônio Granja de Siqueira Teles, pároco da matriz do Bom Jesus, para que nenhum mal acontecesse ao jovem Adelmar e aos demais voluntários pernambucanos que se dirigiram ao sul do país para ajudar as tropas federais a dar combate às forças reacionárias de São Paulo.

Como se sabe, foram oitenta e sete dias de combate, de 09 de julho a 04 de outubro quando se deu a rendição das tropas paulistas. Oficialmente, a intolerância paulista resultou na morte de 934 pessoas, mas dados extraoficiais dão conta de que o número de mortos chegou perto de 2.200, isto sem falar nos milhares de feridos e mutilados.

É certo que quase toda luta se deu em solo paulista e numerosas cidades sofreram danos em razão desses combates. Para gáudio de todos os são-bentenses, Adelmar voltou são e salvo e com alguma experiência no trato dos curativos aplicados aos soldados feridos em combate. Não deixou de ser uma experiência extraordinária que foi acrescentava ao seu currículo.

A FORMATURA

Adelmar de Almeida Paiva fez parte da 12° turma de médicos formados pela Faculdade de Medicina do Recife e a colação de grau ocorreu no Teatro de Santa Isabel. À solenidade de formatura em 08 de dezembro de 1936 contou com a presença dos pais, Adalberto e Zulmira e do tio Nô Paiva e o filho deste, Clóvis, aluno do segundo ano. É sabido que o tio Nô fez questão de ir ao Recife de automóvel, enfrentando estradas apenas carroçáveis. Para ele era uma satisfação levar o irmão e a cunhada à tão esperada solenidade e na volta trazer para São Bento o novo médico Adelmar e seu filho, o acadêmico de medicina Clóvis.

(continua)

Pau Amarelo PE 29 de julho de 2014

Orlando Calado é bacharel em direito.


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Coluna 77 - 14/04/2007 - Fatos & gente são-bentenses das décadas de 1930 e 1940
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Coluna 67 - 03/02/2007 - A declaração universal dos direitos humanos
Coluna 66 - 27/01/2007 - A revolta da chibata
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Coluna 64 - 13/01/2007 - Apolônio Sales, um estadista de grande valor
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Coluna 16 - 10/12/2005 - Do Estado pouco ou nada espero
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Coluna 8 - 24/10/2005 - Correio eletrônico, maravilha do nosso tempo
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Coluna 6 - 09/10/2005 - O Grande Pronome 'Lhe' Morreu!
Coluna 5 - 29/09/2005 - Brasil 2005 - Uma Economia Mais Forte
Coluna 4 - 22/09/2005 - As Vestais da Moralidade Pública
Coluna 3 - 15/09/2005 - Mordomia & Nepotismo
Coluna 2 - 07/09/2005 - Tratamento de Excelência
Coluna 1 - 07/08/2005 - Hiroshima - uma covardia inominável


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