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Coluna 37: Reminiscências de um menino de São Bento (5)
Publicada dia 06 de Maio de 2006

Reminiscências de um menino de São Bento (5)

Numa das “Reminiscências” anteriores, tentamos descrever a alegria que foi para nós, inocentes guris, a inauguração do campo de pouso da Fazenda Agra. Como já dizia Jorge Amado, em 1935, num dos seus livros, foi “uma festa de arromba”, regada a vinho frisante, uma das coqueluches daqueles já distanciados tempos. Waldemar Agra era tão organizado que não se esqueceu de um pormenor importante do ponto de vista de orientação aos aviadores que sobrevoassem a cidade ou mesmo que a ela se dirigissem. Ele pediu autorização ao proprietário do saudoso Cine-Teatro Rex com vistas a sinalizar, no telhado do velho prédio, a direção do campo de aviação. Mandou pintar uma enorme inscrição, em letras brancas, com o nome de “São Bento do Una”, e uma seta a apontar a direção que o aviador deveria tomar para pousar na cidade.

A São Bento da minha infância era uma cidade rica em valores humanos, apesar de só ter pouco mais de cinco mil habitantes no perímetro urbano. Uma das figuras mais marcantes daquela época foi a do Padre João Rodrigues de Melo, natural de Custódia, mas que tinha fixado em nossa cidade o seu coração bondoso e seu espírito altivo e empreendedor. Lembro-me como se fosse hoje da baratinha Ford 1929, dirigida por Zé Campina, meu cunhado, e que transportava o famoso sacerdote em suas visitas às diversas capelas da sua paróquia onde rezava missa de segunda a sexta-feira, além de celebrar casamentos e fazer batizados. Meus amigos de infância e eu íamos à Casa Paroquial em dia de festa onde o inesquecível sacerdote mandava servir para a meninada um delicioso licor de cacau. Padre João foi uma pessoa que amou São Bento como ninguém, dedicando os melhores anos de sua vida à sua igreja e seu rebanho. Foi um empreendedor de sucesso, construindo diversas ruas de casas em São Bento.

A passagem do inesquecível pároco, pela cidade, ficou marcada de maneira indelével nos nossos corações. Ele era um padre que nunca deixou de lado a sua batina que o distinguia dos demais mortais. Hoje, os padres nem parecem padres. Trajam roupas civis comuns e se confundem com qualquer popular. Alguns sacerdotes pelo menos usam o colarinho clerical para se distinguir das pessoas do povo. Os padres de antigamente eram pessoas muito preparadas e que juntamente com o juiz de direito e o promotor de justiça eram as autoridades mais solicitadas e de maior preparo intelectual.

Para os mais antigos e os de minha geração nunca houve um vigário como ele, sempre preocupado em ajudar os mais necessitados. Nunca me saiu da lembrança a sua voz fanha que a todos nós empolgava pela sinceridade e retidão de caráter. Era um orador sacro de mérito. Anos depois, teve seu trabalho de pastor reconhecido pelos seus superiores, alcançando a dignidade de cônego. Mas para mim, o homem que me batizou será apenas e eternamente padre João Rodrigues para diferençar do outro ex-pároco, padre João Firmino, na época suspenso das ordens sacras e que rezava a missa das seis horas da manhã, todo domingo, nos anos das décadas de 1930, 1940 e 1950. Por sua vez, o povo de São Bento homenageou seu inesquecível pároco dando o seu nome a uma das mais importantes praças da cidade, a Marechal Deodoro, quando o mais correto seria, dentro de certa lógica, dar o nome do velho pastor à Praça da Matriz ou àquela rua que ele construiu e que se inicia próximo à Praça dos 18 do Forte de Copacabana.

A cidade de São Bento, nas seis primeiras décadas do século XX, sempre se ressentiu de um colégio ou até mesmo de um ginásio. Até hoje não se compreende porque as autoridades e a elite da época não lutaram nem se empenharam como devia pela fundação de pelo menos um ginásio. Diferentemente de Pesqueira que possuía o Ginásio Cristo Rei aonde rapazes são-bentenses chegaram a cursar. Tinha um convento de freiras e o Colégio Santa Dorotéia, destinado a moças, com ensino ginasial e normal. Diversas outras cidades do porte de São Bento possuíam conventos de diversas ordens como Bom Conselho e nossa cidade parada no tempo e no espaço.

Naquela época, a vocação são-bentense para a pecuária leiteira e a agricultura de subsistência poderia ter ensejado, pelo menos, a implantação de uma Escola Agrícola, como a do Engenho Saltinho em Tamandaré (PE). No caso de um ginásio, a cidade dispunha de um juiz de direito, de um promotor público, de dois médicos, do vigário e do coletor de impostos federais que poderiam muito bem, juntamente com diplomados de Belo Jardim e Garanhuns fazer funcionar um ginásio. Aí eu fico a pensar: quantos talentos foram desperdiçados por falta de um estabelecimento de nível secundarista na cidade. Até o curso primário era deficiente e incompleto posto que alcançava até a terceira série apenas. Só no ano de 1952 foi que se implantou a 4ª série primária na antiga “Escolas Reunidas Dom Moura”, sob a direção de dona Esterzinha Siqueira. A escola pertencia ao Estado de Pernambuco e foi o núcleo inicial do Grupo Escolar Rodolfo Paiva. Até hoje nunca entendi o nome do estabelecimento no plural. A escola tinha simplesmente duas salas de aula a não ser que, naquela época, o governo estadual considerasse cada sala de aula um escola. De mais a mais, era costume naqueles tempos reunir alunos de diversas séries escolares dentro de uma mesma sala. E a professora tinha, assim, a oportunidade de se manter atualizada uma vez que tinha de ensinar a alunos da 1ª, 2ª e 3ª séries o que não deixava de ser uma tarefa difícil conciliar turmas tão díspares.

O pai de família, que quisesse ver seu filho estudar, tinha que possuir condições de mantê-lo num internato, pensão ou mesmo em casa de parente. Para tanto, as cidades mais próximas que ofereciam o ensino médio completo eram Caruaru e Garanhuns. Muitos pais, sem condições financeiras, aceitavam até que seus filhos fossem estudar num seminário como uma forma de educar o filho mesmo sabendo que ele abandonaria o seminário antes de ser ordenado sacerdote. Outros estudantes trabalhavam no próprio colégio em que estudavam, seja escolhendo feijão, descascando batata ou fazendo a faxina dos dormitórios. E assim não tinham de pagar em dinheiro pelos estudos. Pagavam com o sacrifício físico do trabalho em troca da instrução redentora.

Em termos de ensino médio, nossa cidade sempre esteve a reboque de outras maiores. Em 1949, a cidade de São Bento perdeu um talento da literatura porque ele teve que emigrar para o Recife já com mais de 20 anos e se sentindo “velho” não ingressou no curso ginasial. Estou a me referir ao nosso romancista Gilvan Lemos, um talento que ficou apenas naquele curso primário até a terceira série que se oferecia em São Bento. Aqui, não é oportuno botar culpa em quem quer que seja pelo fato de São Bento ter vivido a primeira metade do século XX e mais alguns anos sem um ginásio, ou mesmo uma escola agrícola que oferecesse curso profissionalizante já que a vocação do município sempre foi a agricultura de subsistência, o plantio de algodão e de tomate e a pecuária leiteira.

Mas vamos falar de outras coisas: o futebol amador são-bentense. Vez por outra, as tardes de domingo se constituíam em belos espetáculos futebolísticos. Dia de jogo, a meninada e o povo se dirigiam ao Estádio Joaquim Gomes (Joaquim de Ana) que ficava no caminho dos Apeninos, aquela estrada de terra que vai dar em Capoeiras. Quem tinha dinheiro se dirigia à bilheteria e comprava o ingresso para assistir à porfia que poderia ser contra um time de Lajedo, de Cachoeirinha, de Belo Jardim, Sanharó ou mesmo de Capoeiras. Os meninos que não tinham os “cruzeiros” necessários para pagar o ingresso recorriam aos eventuais buracos que existiam nas cercas de avelós que circundavam boa parte do campo. Mais ou menos duzentas ou trezentas pessoas iam incentivar os “Locais” enfrentando os “Visitantes”. O campo era um horror para os visitantes, principalmente numa das laterais onde havia um enorme pedregulho ou itacuruba que assustava os ponteiros visitantes. O infeliz que caísse naquele setor do campo ficava todo ralado. O campo tinha dimensões enormes. Se não me falha a memória tinha 110 metros de comprimento por 90 metros de largura. Garantindo o gol são-bentense lá estava Tutu de Das Dores. Aliás, Maria das Dores foi mãe de muitos jogadores da cidade, como Tonho, um "half" esquerdo muito respeitado pela garra e força descomunal. Vi jogador como o gorducho Rubem Cintra, “centre-half” de inegável talento que alimentava o ataque são-bentense com passes magistrais. Era um pré-Gerson que brilhou nos gramados mexicanos na Copa de 1970 e que sabia fazer, como ninguém, um lançamento de longa distância nos pés do companheiro atacante.

Era muito interessante o futebol praticado na cidade. Lembro-me vagamente do Comércio Futebol Clube com sua mística camisa vermelha, tal qual o América do Rio de Janeiro, sob a batuta de “seu” Rubem, que era funcionário da prefeitura. Recordo-me, igualmente, de um Palmeiras Futebol Clube fundador por Doutorzinho. A camisa era igual à do famoso time de São Paulo com aquele “P” inscrito num círculo. De certa feita, o Palmeiras de São Bento enviou um ofício se oferecendo para jogar em Arapiraca. A liga local exigiu que as camisas do time de São Bento fossem numeradas às costas. Naquela época os jogos de camisas eram limitados, de modo que se algum jogador faltasse era substituído por outro que ordinariamente jogava com uma camisa diferente, mas guardando, sempre que possível, as cores do clube. Alguns jogadores usavam um gorrinho redondo com as cores do time. O goleiro à moda inglesa jogava com um boné para se defender dos raios diretos do sol. As bolas eram uma calamidade de ruim. Possuíam uma câmara de ar com um pito. Eram cheias com aquelas bombas para encher pneu de bicicleta. Eram tão duras que quando o zagueiro Badas batia um tiro-de-meta de bico a gente escutava de longe aquele barulho seco parecido com a onomatopéia “pófuti”.

Eram tempos heróicos e românticos onde se destacaram dois excelentes dianteiros: Sessé de Antônio de Beca e Lourinho e mais tarde meu contemporâneo Ageu Costa. Havia outros destaques como Zé de Amabília, Galego Agenor e Zezinho, entre outros.Com esse time, nossa São Bento do Una viveu grandes momentos de glória. Sessé chegou a jogar como profissional no Centro Sportivo Alagoano (CSA), onde fez relativo sucesso. O estádio de São Bento tinha até vestiários onde no intervalo do jogo Doutorzinho distribuía laranjas já descascadas para repor as energias dos nossos jogadores. O trio final era formado por Tutu, Bituta e Totonho. Tutu era um goleiro bossista. Não usava luvas, como os demais arqueiros brasileiros. Na hora de um pênalti, esfregava as mãos na terra para melhor segurar a bola. Naquelas bolas que chegavam "coroando" à sua meta, como se dizia, Tutu a segurava com as duas mãos, levando-a de imediato ao chão. Era a melhor bossa de Tutu. Dificilmente o time de São Bento perdia em seu campo. O máximo que o adversário podia fazer era, raramente, empatar. Mas, no final era uma festa na certa. Os expectadores e os jogadores saiam do estádio, em passeata, em direção ao centro numa euforia que nunca me saiu da memória. Aqueles gritos de “hip hurra dois a zero” eram repetidos à exaustão até o Bar de Doutorzinho, para delírio das pessoas que vinham às janelas para aplaudir nossos jogadores. As comemorações iam até antes de Magarete desligar o motor velho e barulhento que mal alumiava a cidade. Colocava-se no ar o serviço de alto-falantes e nós ouvíamos os sucessos que varavam anos a fio nas vozes de Orlando Silva, Dalva de Oliveira, Ângela Maria, Nélson Gonçalves, Sílvio Caldas e Luiz Gonzaga. Na parada de sucesso daqueles tempos, as melodias eram sempre as mesmas e boas músicas que não enjoavam os nossos ouvidos. Joãozinho Manso, meu cunhado, era um apreciador de cerveja. No Bar de Doutorzinho e Dolores, após as vitórias são-bentenses, Joãozinho se levantava da mesa sempre que o serviço de alto-falantes tocava certas melodias, ia até a porta do bar e exclamava em alto e bom som: “Isto é que é música!”, levantando o punho fechado. Também, quando o Vasco da Gama jogava e ganhava, Joãozinho ficava feliz e pagava a cerveja para quem chegasse à sua mesa. Tempos bons. Tempos que éramos felizes, mesmo porque a miséria naquele tempo era menor e não se falava em violência. Em sete anos só soube de dois assassinatos na cidade. Um no Bar de Afonso, na esquina do beco de João Honório, e outro perto da barragem no antigo caminho para Belo Jardim. Hoje, nossa cidade freqüenta o rol das cidades pernambucanas onde se tem pouco respeito pela vida humana.

Lembro-me de alguns jogos memoráveis como um dos times de São Bento (Comércio ou o Casa Maciel) contra um de Capoeiras. O time da cidade ia constantemente ao ataque, deixando a defesa capoeirense em dificuldade. O marcador já era favorável ao time da cidade. Lá para tantas, num ataque fulminante, o goleiro de Capoeiras apavorado, ao repor a bola atabalhoadamente, fê-la bater nas costas de um atacante são-bentense que vinha voltando e entrou no gol do poente. Este lance nunca me saiu da memória. Foi um gol feito por um jogador sem querer. A torcida são-bentense foi ao delírio para a tristeza do goleiro de Capoeiras que, ao que me parece, se chamava Eurico.

Naquela época já tão distante, era comum os times da cidade excursionar. Um jogo, no entanto, ficou na minha memória para sempre. O time de Doutorzinho havia recebido ofício, se não me engano, do Santa Cruz de Belo Jardim para uma partida em seus domínios. O Palmeiras aceitou o convite e num belo domingo, de caminhão, time e torcida, que na época se dizia “embaixada” chegou a Belo Jardim sendo o time recebido com frieza. Três e meia da tarde, os times já estavam em campo. Doutorzinho, dono do time, deu as instruções. Naquela época não existia a figura do técnico para orientar a equipe dentro de campo. Eu estava presente. Sei que o dono do time pediu aos jogadores que não aceitassem as possíveis provocações. O Palmeiras era superior ao Santa Cruz, e logo abriu o marcador. Aí veio o empate com um pênalti marcado pelo juiz local. O time são-bentense fez dois a um. Novamente o juiz marcou pênalti. Era só um jogador belo-jardinense cair na grande área que o juiz marcava. Dois a dois. O time de Doutorzinho sempre esteve à frente do marcador. Lá para as tantas o time são-bentense fez 4 a 3. O quarto gol do Palmeiras foi marcado de pênalti. Como o atacante são-bentense demorou a bater, o goleiro local chamado Toinho saiu de sua meta e agarrou a bola na marca do pênalti. Eu, apesar de menino na época, nunca tinha visto um lance dessa espécie. Toinho de Belo Jardim achava que estava com a razão e que havia defendido o pênalti uma vez que o atacante de São Bento se havia demorado a cobrar. Foi uma confusão dos diabos. A torcida local se inflamou e deu razão ao seu goleiro. Finalmente, convencido de que não poderia pegar na bola antes de a mesma ter sido tocada pelo atacante, Toinho permitiu a cobrança. Repetindo: Palmeiras 4, Santa Cruz de Belo Jardim 3. O jogo caminhava para os 30 minutos do segundo tempo quando um jogador de Belo Jardim caiu dentro da área. O juiz não titubeou: pênalti. Doutorzinho levou as mãos à cabeça. Entra em campo e ameaça retirar o time e acabar o jogo antes do tempo. Depois de muito tempo, o dono do time de São Bento deixou que fosse feita a cobrança, porém com uma condição: o juiz não mais marcaria pênalti contra São Bento. O juiz aceitou. O pênalti foi batido e o jogo terminou num exótico 4 a 4.

O pior estaria por vir. Jogadores, dirigentes e torcedores são-bentenses subiram no caminhão para retornar a São Bento. Desde o campo até a saída de Belo Jardim nós fomos vítimas de inúmeras pedradas desferidas pelos torcedores belo-jardinenses. Foi como se diz hoje um sufoco dos diabos. Daquele dia em diante ficou decidido que nenhum time de São Bento voltasse àquela cidade. Entre São Bento e Belo Jardim sempre houve certa rivalidade. Moça de São Bento não namorava rapaz de Belo Jardim e vice-versa. Mas, nesse sentido, nem tudo estava perdido, pois um natural daquela cidade veio a se estabelecer em São Bento, amando essa cidade como um dos seus filhos. Tornou-se são-bentense de coração casando-se com uma moça da cidade e aqui fazendo sucesso com a antiga farmácia que foi de Abílio Costa. Seu nome Jessé, um belo-jardinense que amou São Bento como ninguém.

Nos anos 1950, a cidade tinha alguns alfaiates. Lembro-me de Fausto Rocha com seu corte e costura de apurado gosto. A alfaiataria de Fausto ficava próximo ao Bar de Zezé Cascão. Era o nosso animado ponto de encontro onde reuniam os estudantes são-bentenses que estudavam em outras cidades. Paulo Cordeiro, irmã do enfermeiro Eduardo, também desempenhava a profissão e sua alfaiataria ficava naquela pracinha ao lado da casa paroquial, e próximo à cadeia velha, na Praça dos 18 do Forte de Copacabana. Minha mãe não deixava de me mandar fazer um terninho, mesmo com calças curtas. Sendo que o profissional era sempre Fausto. Naquele tempo, Jaime Cintra também, se não me falha a memória, desempenhava as funções de alfaiate na Rua João Pessoa. Depois foi trabalhar na agência local dos correios e telégrafos.

Os barbeiros daquela época eram Balbino Mendes, com seu inconfundível boné de caçador de borboletas, na Rua João Pessoa, Joaquim Barbeiro na antiga Praça Marechal Deodoro, Ananias na Avenida Manuel Borba e Jerônimo perto da marcenaria de “seu” Brasa. Nos dias de feira, os barbeiros de fora cortavam o cabelo dos matutos no meio da rua. Os médicos da época eram o Dr. Lívio Valença e Dr. Lourival Agra. Depois chegou a São Bento um médico chamado Dr. Hermógenes que era excelente pediatra. Os advogados eram poucos; Costa Pereira, formado em direito e Argemiro Valença que era provisionado, e profundo conhecedor da arte de defender os réus, especialmente os mais pobres. Havia o juiz de direito. Lembro-me de José Bezerra, Hélio Porto e de um outro que foi vizinho de meu pai, quando morávamos na Avenida Manuel Borba 92. Dos promotores de justiça, lembro-me da figura de Décio Valença, invariavelmente de terno branco, e mais tarde de Fernando F. Henriques. Reunião do tribunal do júri era coisa rara, porém quando acontecia chamava a atenção da cidade. Réus de maiores posses contratavam advogados famosos do Recife e de Caruaru ou de Garanhuns. As sessões do júri e as audiências de instrução eram realizadas no Fórum, que ficava no antigo e saudoso prédio da prefeitura e que também servia para as reuniões, à noite, da câmara de vereadores.

Em São Bento, havia uma oficina mecânica na Rua Joaquim Nabuco, lado esquerdo a caminho do antigo prado. A gente observava aqueles homens sujos de graxa e óleo a desmontar motores peça por peça para limpeza e retificação. Em termos de funilaria existia a de Zezé Gordo, famoso por seu Ford 1929, e que fabricava candeeiros, funis, canecos e outros utensílios de flandres. A oficina ficava na Avenida Manuel Borba. Lá para as bandas da Barriguda havia um senhor, de nome Rogaciano, de muita habilidade que fazia chave e consertava aquelas enormes fechaduras do tempo antigo. Era uma espécie de “faz tudo”. No campo da construção civil, destacava-se Presciliano, mais conhecido como Preci. Ele era um misto de engenheiro, arquiteto, mestre de obras e pedreiro. Muitas das residências da cidade ostentavam desenhos e ornamentos, nas fachadas, derivados da habilidade do mais famoso construtor daquela época. Preci era um homem elegante e nos dias de festa vestia um terno branco que era como se fosse sua marca registrada.

Para finalizar, gostaria de recordar o cego são-bentense chamado Dunga. Era uma figura humana inexcedível. Apesar da falta de um sentido imprescindível, Dunga sempre trabalhou. Ele comprava e vendia vasilhames de bebidas, mais precisamente garrafas destinadas à cerveja e aguardente. Verificava com toda perícia o estado da boca da garrafa para se certificar de que não havia defeito. Não tinha problemas em receber o dinheiro e passar o troco com precisão. Ele comprava e vendia garrafas naquela rua que hoje se chama Dr. Milton Paiva. Nunca me esqueci dele e ele também de mim. Quando saí de São Bento, passei quase sete anos sem voltar à cidade. Quanto voltei fui visitá-lo e lá para as tantas perguntei se ele sabia com quem estava falando. Dunga não teve a menor dúvida e disse: “É Orlando”. Fiquei impressionado com sua memória auditiva. De lá para cá não sei o que aconteceu com o cego Dunga. Espero que ele ainda viva.

Por hoje, é só.






Pau Amarelo PE 3 de maio de 2006

Pau Amarelo PE 6 de maio de 2006

Orlando Calado é bacharel em direito.


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Coluna 165 - 27/05/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (8)
Coluna 164 - 17/05/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (7)
Coluna 163 - 29/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (6)
Coluna 162 - 22/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (5)
Coluna 161 - 15/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (4)
Coluna 160 - 08/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (3)
Coluna 159 - 01/04/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (2)
Coluna 158 - 21/03/2009 - A República Brasileira de 1889, uma instituição militar positivista (1)
Coluna 157 - 25/02/2009 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (14) (final da série)
Coluna 156 - 22/11/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (13)
Coluna 155 - 08/11/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (12)
Coluna 154 - 25/10/2008 - S.Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (11)
Coluna 153 - 18/10/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (10)
Coluna 152 - 11/10/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (9)
Coluna 151 - 27/09/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (8)
Coluna 150 - 20/09/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (7)
Coluna 149 - 13/09/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (6)
Coluna 148 - 06/09/2008 - S. Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (5)
Coluna 147 - 30/08/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (4)
Coluna 146 - 24/08/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (3)
Coluna 145 - 16/08/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (2)
Coluna 144 - 09/08/2008 - São Bento do Una, um breve passeio ao longo de sua história (1)
Coluna 143 - 02/08/2008 - O presídio de Fernando de Noronha e seu regime jurídico no final do Império (3/3)
Coluna 142 - 19/07/2008 - O presídio de Fernando de Noronha e seu regime jurídico no final do Império (2/3)
Coluna 141 - 12/07/2008 - O presídio de Fernando de Noronha e seu regime jurídico no final do Império (1/3)
Coluna 140 - 05/07/2008 - As comarcas de Pernambuco, do Sertão e do Rio de S. Francisco e a separação da última da província de Pernambuco
Coluna 139 - 28/06/2008 - A extraordinária figura de Dom João VI, primeiro e único rei do Brasil
Coluna 138 - 21/06/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (25) - O trabalho servil e as suas conseqüências danosas que fazem do Brasil um país de povo pobre
Coluna 137 - 14/06/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (24) - A abolição da escravatura no Ceará, a povoação de Boa Viagem do Recife entre outros assuntos
Coluna 136 - 07/06/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (23) - A crise no abastecimento de água no Recife. Relatório do governo: as chuvas diminuem a bandidagem
Coluna 135 - 31/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (22) - O projeto de lei de Joaquim Nabuco abolindo a escravidão e a chamada Lei Saraiva que restringiu o voto
Coluna 134 - 24/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (21) - Ainda os efeitos da grande seca na Vila de S. Bento; o Ginásio Pernambucano em 1879
Coluna 133 - 17/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (20) - Os efeitos da grande seca em São Bento
Coluna 132 - 10/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (19) - A corrupçao na vida pública; o espírito empreendedor do barão de Mauá
Coluna 131 - 03/05/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (18) - A terrível seca dos três sete
Coluna 130 - 26/04/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (17) - A inauguração do palacete da rua da Aurora enquanto a febre amarela grassa em Pernambuco
Coluna 129 - 19/04/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (16) - A revolução nas comunicações e o desfecho da Questão Religiosa
Coluna 128 - 12/04/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (15) - Dom Vital e a Questão Religiosa
Coluna 127 - 05/04/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (14) - A Lei do Ventre Livre
Coluna 126 - 29/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (13) - A Guerra do Paraguai
Coluna 125 - 22/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (12) - A Guerra do Paraguai
Coluna 124 - 15/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (11)
Coluna 123 - 08/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (10)
Coluna 122 - 01/03/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (9)
Coluna 121 - 23/02/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (8)
Coluna 120 - 16/02/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (7)
Coluna 119 - 09/02/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (6)
Coluna 118 - 02/02/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (5)
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Coluna 116 - 19/01/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (3)
Coluna 115 - 11/01/2008 - Pingos de história do Império Brasileiro (2) O Diario de Pernambuco na História do Brasil
Coluna 114 - 29/12/2007 - Pingos de história do Império Brasileiro (1) - A chegada ao Brasil da família imperial portuguesa
Coluna 113 - 22/12/2007 - A Bíblia, um livro de inúmeras histórias
Coluna 112 - 15/12/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (34)
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Coluna 109 - 24/11/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (31)
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Coluna 106 - 03/11/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (28)
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Coluna 99 - 15/09/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (21)
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Coluna 77 - 14/04/2007 - Fatos & gente são-bentenses das décadas de 1930 e 1940
Coluna 76 - 07/04/2007 - Uma breve visita à nossa querida São Bento do Una
Coluna 75 - 31/03/2007 - Planejamento familiar no Brasil: uma necessidade inadiável
Coluna 74 - 24/03/2007 - Hoje, meio século de uma tragédia são-bentense
Coluna 73 - 17/03/2007 - "Eu vi o mundo... Ele começava no Recife"
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Coluna 71 - 03/03/2007 - Um fazendeiro são-bentense do século XIX
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Coluna 69 - 17/02/2007 - Gilvan Lemos, simplesmente um escritor
Coluna 68 - 10/02/2007 - A Great Western da minha meninice: uma pequena história
Coluna 67 - 03/02/2007 - A declaração universal dos direitos humanos
Coluna 66 - 27/01/2007 - A revolta da chibata
Coluna 65 - 20/01/2007 - A revolta da vacina
Coluna 64 - 13/01/2007 - Apolônio Sales, um estadista de grande valor
Coluna 63 - 06/01/2007 - 2006: Um ano de saldo positivo apesar do pouco crescimento econômico
Coluna 62 - 30/12/2006 - A "Batalha da Borracha", um episódio esquecido da história do Brasil
Coluna 61 - 23/12/2006 - Alguns suicidas famosos (2/2)
Coluna 60 - 16/12/2006 - Alguns suicidas famosos (1/2)
Coluna 59 - 09/12/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (16)
Coluna 58 - 02/12/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (15)
Coluna 57 - 25/11/2006 - Congresso Nacional perdulário, povo paupérrimo
Coluna 56 - 18/11/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (14)
Coluna 55 - 15/11/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (13)
Coluna 54 - 14/10/2006 - Modos de falar diferentes no Brasil e em Portugal (4/4)
Coluna 53 - 07/10/2006 - Modos de falar diferentes no Brasil e em Portugal (3/4)
Coluna 52 - 30/09/2006 - Modos de falar diferentes no Brasil e em Portugal (2/4)
Coluna 51 - 23/09/2006 - Modos de falar diferentes no Brasil e em Portugal (1/4)
Coluna 50 - 16/09/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (12)
Coluna 49 - 09/09/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (11)
Coluna 48 - 02/09/2006 - Aumentando os conhecimentos gerais (10)
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Coluna 36 - 29/04/2006 - Os planetas e seus satélites
Coluna 35 - 22/04/2006 - As impropriedades do quotidiano do brasileiro (2)
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Coluna 33 - 08/04/2006 - Nome de rua não deve ser mudado
Coluna 32 - 01/04/2006 - Brasil, nova potência petrolífera mundial!
Coluna 31 - 25/03/2006 - Reminiscências de um menino de São Bento (4)
Coluna 30 - 18/03/2006 - Biodiesel: um combustível social e ecológico
Coluna 29 - 11/03/2006 - Os livros de Sebastião Cintra
Coluna 28 - 04/03/2006 - Um sábado sangrento no Recife
Coluna 27 - 25/02/2006 - O início do resgate da nossa dívida social
Coluna 26 - 18/02/2006 - Fim da pobreza mundial até 2015
Coluna 25 - 11/02/2006 - Reminiscências de um menino de São Bento (3)
Coluna 24 - 04/02/2006 - Aspectos gerais da lei de responsabilidade fiscal
Coluna 23 - 28/01/2006 - Pernambuco começa a sair da letargia
Coluna 22 - 21/01/2006 - Perfil demográfico no mundo rico
Coluna 21 - 14/01/2006 - Brasil, potência mundial em 2020
Coluna 20 - 07/01/2006 - Os gatunos da esperança
Coluna 19 - 31/12/2005 - Josué Severino, o mestre e a Banda Santa Cecília
Coluna 18 - 24/12/2005 - Reminiscências de um menino de São Bento (2)
Coluna 17 - 17/12/2005 - Pequenas idéias para o desenvolvimento de São Bento do Una
Coluna 16 - 10/12/2005 - Do Estado pouco ou nada espero
Coluna 15 - 04/12/2005 - A América do Sul e o nazismo
Coluna 14 - 27/11/2005 - A Venezuela bolivariana de hoje
Coluna 13 - 26/11/2005 - Reminiscências de um menino de São Bento (1)
Coluna 12 - 13/11/2005 - A crise argentina
Coluna 11 - 13/11/2005 - A saga de Delmiro Gouveia
Coluna 10 - 10/11/2005 - O velho na legislação brasileira
Coluna 9 - 31/10/2005 - O projeto São Francisco
Coluna 8 - 24/10/2005 - Correio eletrônico, maravilha do nosso tempo
Coluna 7 - 13/10/2005 - Um século sem presidente paulista
Coluna 6 - 09/10/2005 - O Grande Pronome 'Lhe' Morreu!
Coluna 5 - 29/09/2005 - Brasil 2005 - Uma Economia Mais Forte
Coluna 4 - 22/09/2005 - As Vestais da Moralidade Pública
Coluna 3 - 15/09/2005 - Mordomia & Nepotismo
Coluna 2 - 07/09/2005 - Tratamento de Excelência
Coluna 1 - 07/08/2005 - Hiroshima - uma covardia inominável


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