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Coluna 139: A extraordinária figura de Dom João VI, primeiro e único rei do Brasil
Publicada dia 28 de Junho de 2008

A extraordinária figura de Dom João VI, primeiro e único rei do Brasil

O Estado do Brasil pré-independente teve início, efetivamente, com a chegada do príncipe regente João em 22 de janeiro de 1808. Os períodos de governo desde a instalação da corte portuguesa no Rio de Janeiro até a queda do Império podem ser considerados da seguinte forma: I) regência e depois reinado de Dom João; II) regência e depois governo constitucional de dom Pedro I; III) regências de governo em razão da menoridade do príncipe Pedro de Alcântara de 1831 a 1840 e IV) governo constitucional de Pedro II de 1840 a 1889. A transferência da corte portuguesa para os trópicos por si só pôs fim, na prática, ao regime colonial brasileiro, vulgarmente chamado de "pacto colonial" e abriu caminho para a independência, uma vez que o esclarecido dom João fundou diversas e definitivas instituições próprias de país independente e soberano. O ânimo do príncipe, com essas providências, era de fazer do Brasil a sede do império português, levando em conta nossa proximidade com as dependências coloniais da África e da Ásia. Por este ângulo, o príncipe português pode ser considerado como o primeiro governante direto do Brasil e todos nós devemos respeitar essa figura que nos legou repartições públicas que deu ao estado brasileiro o status de reino. De modo que não concordamos com essa visão caricatural que se faz da figura de João, pois que ele amou esses trópicos e queria fazer desta terra a sua terra. Sua vinda ao Brasil, fugindo das aparentemente bem treinadas e aparelhadas tropas de Napoleão Bonaparte evidencia a coragem deste homem em transferir um governo inteiro onde estava estabelecido, há séculos, para um lugar diferente, atrasado e sem os atrativos da Europa de então. Entendemos que foi um ato de coragem e de dignidade não querer simplesmente se entregar ou mesmo fazer concessões aos franceses e romper com seu tradicional aliado e explorador que era a Inglaterra, de quem era tão dependente. Então, diante de tão terrível dilema: permanecer em Portugal e sucumbir ao domínio das tropas napoleônicas ou retirar-se para o Brasil, solução esta defendida pela aliada Inglaterra, mais preocupada com sua própria defesa. Qualquer um de nós estando na pele do príncipe regente português ficaria indeciso. Para nós, duzentos anos depois, a solução de deixar Portugal foi inteligente e ao mesmo tempo arriscada. Um acontecimento talvez sem par na história da humanidade e de imensa responsabilidade, ou seja, fazer uma longa viagem, em frágeis embarcações, levando toda a família real e a nata da fidalguia portuguesa.

Lendo "1808", de Laurentino Gomes, o autor não se cansa de adjetivar negativamente o nosso bom príncipe em diversas partes do livro. Os brasileiros muito devem a Dom João e por esse motivo não comungamos com os achincalhes a ele dirigidos. Os detratores chegam ao cúmulo de dizer que ele era enganado pela princesa Carlota Joaquina, sua mulher, além de ser dominado por ela e seus ministros. Ora, isso é um assunto de cunho e foro particular e, se de fato aconteceu, não interessa à história, posto que não mudou o rumo de nosso país. Ora, um governante não detém o poder de saber tudo e para decidir precisa de conselho e assessoramento de especialistas nos mais variados negócios de estado. De mais a mais, afirmar que João era um devorador voraz de frangos fritos de nada acrescenta à história pátria e só deslustra os próprios detratores. A história de um povo não pode ser a história da intimidade de seus governantes, uma vez que não ajuda em nada a análise histórica. Para a história de nosso país, pouco nos interessa saber que durante a travessia atlântica da corte portuguesa as mulheres foram atacadas por piolhos e que dona Carlota Joaquina se recusou a desembarcar no Brasil sem antes ter certeza de que não havia cobras, onças e lagartos nas ruas da Bahia e do Rio de Janeiro. Deve ser lembrado que o ano era o longínquo ano de 1808 e pelos relatos de célebres viajantes o Brasil era um lugar considerado selvagem e inculto, tendo sido colonizado até então por criminosos de todas as espécies que conquistavam a liberdade em troca de vir e ficar para sempre no Brasil. Poucos foram os fidalgos portugueses que antes da vinda da família real se dispuseram a trazer as suas famílias, sendo que os governadores gerais e vice-reis vinham ao Brasil por prazo determinado e em caráter de missão, pois que eram fidalgos e não tinham como recusar a ordem real de passar alguns anos no Brasil ou em outra possessão portuguesa da África ou da Ásia.  Então, para os fidalgos europeus, este país era uma terra de ninguém, povoada por índios devoradores de gente e por degredados que como feitores exploravam, maltratavam e abusavam tanto dos escravos africanos como de nossos índios de ambos os sexos.

Transferir toda uma corte e reproduzir as instituições metropolitanas nos trópicos brasileiros foi um ato de coragem e ao mesmo tempo de alta sabedoria. O príncipe, imaginando que a dominação napoleônica na Europa durasse várias dezenas de anos e também por ter gostado da terra, do clima e dos sabores tropicais, pela carta de lei de 16 de dezembro de 1815, elevou o Estado do Brasil à graduação e categoria de Reino. Quiçá, imitando o reino unido britânico, estabelecido em 1801, Dom João pelo mesmo ato formou o "Reino Unido de Portugal e do Brasil e Algarves". Muito mais cômodo, menos dispendioso e arriscado para a nação portuguesa teria sido o príncipe se render e entregar Portugal de mão beijada ao general francês Junot. É bem provável que o príncipe João tivesse resistido à invasão caso soubesse do lastimável estado em que se encontravam as tropas francesas destacadas para a invasão, formadas em sua grande maioria por veteranos cansados e debilitados, armados com armas ultrapassadas e ainda por cima comandados por general de terceira linha. O príncipe João não tinha bola de cristal e além do mais as comunicações eram por demais precárias para se saber, a tempo, pormenores como estado e moral da tropa, qualidade do armamento e competência do comandante das tropas francesas para preparar uma formidável resistência pelo menos em Lisboa. Num ato de coragem e de grande responsabilidade preferiu procurar abrigo na sua colônia americana a se humilhar e humilhar seu povo, aceitando a sua deposição. Este ato de Dom João em não resistir e procurar abrigo numa cidade colonial e de poucos recursos pode ser encarado como o início da transformação da colônia do Brasil em sede do reino de Portugal desde a sua chegada ao Brasil.

Na sua estada no Brasil, em 1810, a dependência econômica e financeira de Portugal era tão profunda em relação aos britânicos que Dom João foi compelido a assinar três tratados com a Inglaterra que a favorecia sobremodo: de "Amizade e Aliança", de "Comércio e Navegação" e um terceiro que veio regulamentar as relações postais entre os dois reinos. Como se vê, prevalecia naquele tempo a lei do mais forte política e economicamente, de vez que muitos dispositivos dos tratados contrariavam os interesses econômicos de Portugal e do Brasil e porque não dizer de outros países exportadores. Senão vejamos: as mercadorias do Reino Unido da Grã-Bretanha eram desembaraçadas, nos portos brasileiros, pagando a alíquota "ad valorem" de 15%, ao passo que as provenientes de Portugal eram taxadas com 16%, sendo que as mercadorias provindas dos demais países eram taxadas a 24%. E tem mais: no tratado de "Comércio e Navegação", os ingleses exigiram o direito de extraterritorialidade, ou seja, os súditos britânicos radicados em domínios portugueses não submeteriam à lei local, mas às emanadas de Londres.   Dessa forma, os súditos britânicos em territórios portugueses elegeriam seus próprios árbitros que os julgariam de conformidade com o ordenamento jurídico britânico. Entretanto, o princípio diplomático da reciprocidade não era aplicado aos súditos portugueses em dependências britânicas. Nos tempos de hoje, em que os Estados Unidos mandam e desmandam dentro da lei do mais forte, desconhecendo muitas vezes o ordenamento r as resoluções de órgãos multilaterais como a ONU, seus militares servindo em diversos países do mundo não são submetidos às leis locais em nenhuma das esferas do direito.

O alto espírito público de Dom João e mesmo sua humildade fê-lo aceitar toda essa humilhação diante das circunstâncias. Ele precisava da ajuda externa da Inglaterra sua grande credora desde o tempo em que navios portugueses saíam carregados de milhares de barras de ouro provenientes de Minas Gerais e iam direto para os portos ingleses em pagamento de seculares dívidas irresponsavelmente contraídas por vários reis portugueses.

Um dos seus primeiros atos no Brasil foi determinar a abertura dos portos em 28 de janeiro de 1808. Com tal providência, o príncipe-regente pôde assegurar ao Brasil manter contatos diretos e regulares com o exterior sem que, para tanto, necessitasse da anuência e intermediação da metrópole de além-mar. O porto do Rio de Janeiro se transformou profundamente e ali começaram a chegar mercadorias de todos os quadrantes e dali eram exportados os produtos brasileiros. A abertura dos portos proporcionou a mudança de hábitos de consumo com a chegada de grande quantidade de mercadorias que aqui não tinham similares. As exportações brasileiras não cresciam na mesma proporção das importações, mesmo porque muitos dos nossos produtos tinham a concorrência dos produtos de colônias africanas ou asiáticas. Ou em outras palavras, a Inglaterra e outros países imperialistas não compravam produtos brasileiros que fossem produzidos em suas colônias. E isso contribuía para o nosso crescente déficit na balança comercial. Para zerar este desequilíbrio, a solução era contrair empréstimos públicos e os juros agravavam bastante a situação que só começou a ser resolvida por volta da segunda metade do século XIX com o desenvolvimento da cafeicultura e antes com a publicação do Decreto n. 376, de 12/08/1844, assinado pelo barão Manuel Alves Branco, ministro da Fazenda. Tal decreto, mais conhecido com "Tarifa Alves Branco" relacionou inúmeros tipos de mercadorias, estabelecendo-lhes tarifas ad valorem que variavam de 20 a 60%, de conformidade com o grau de essencialidade do bem e protegendo com alíquotas maiores as mercadorias estrangeiras que tivessem similar nacional. Assim, o desenvolvimento da cafeicultura, a abolição do tráfico negreiro (1850), que liberou capitais para a aplicação no mercado interno, e os efeitos da "Tarifa Alves Branco" de  (1844) fizeram com que a partir de 1860 se tornasse constante o superávit anual em nossa balança comercial e o Brasil pôde respirar e entrar num novo ciclo de desenvolvimento.

Por tudo que fez pelo Brasil, abrindo os portos, organizando a administração em ministérios, fundando escolas, criando a imprensa régia, a casa da moeda, o jardim botânico, as academias militares e pelas humilhações sofridas no desempenho do seu cargo em conjuntura tão delicada, é que devemos muito respeito pela figura de Dom João VI a quem consideramos o primeiro e único rei do Brasil. A elevação do Brasil à condição de Reino em 1815 lançou as bases para nossa autonomia político-administrativa. Afirmam alguns historiadores que contra a "política ambígua" de Dom João ocorreram duas reações. A primeira foi a revolução republicana de 6 de março de 1817, logo abafada,  em que ele, em razão da fidelidade e apoio da comarca pernambucana de Alagoas às tropas legalistas, elevou-a à condição de província em 16 de setembro de 1817. A outra foi a revolução constitucionalista do Porto, em 1820, contra a política liberal dele em relação ao Brasil. A grande verdade é que Dom João Vi se afeiçoou tanto pelo Brasil que queria ficar aqui para todo o sempre. Só mesmo pressionado pela Assembléia portuguesa foi que Dom João retornou a Portugal, em 1821, deixando no Brasil, como regente, seu primogênito, Dom Pedro.

A memória de Dom João VI deve ser preservada e respeitada não só pelas humilhações por que passou, mas também por sua ação de governo. Dentro de sérias limitações de natureza financeira, dotou o Rio de Janeiro de instituições várias e fez com o Brasil tivesse condições de fazer sua independência, mesmo que para isso tenha assumido um fabuloso empréstimo em nome de Portugal como uma espécie de indenização.

Por estas e por outras razões é que consideramos Dom João VI como o homem que pavimentou o caminho para a nossa independência política. Sem a vinda dele para o nosso país nossa independência teria sofrido um atraso de pelo menos meio século. 

...

Notas:

1)      Texto sujeito à revisão.

2)      E-mail do autor: orlandocalado@yahoo.com.br.

3)      Fotos de S. Bento: www.orlandocalado.flogbrasil.com.br




4)   Ouça pela internet a Rádio São Bento FM: www.saobentofm.com.br





 

Pau Amarelo PE 28 de junho de 2008

Orlando Calado é bacharel em direito.


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Coluna 111 - 08/12/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (33)
Coluna 110 - 01/12/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (32)
Coluna 109 - 24/11/2007 - Fatos & gente são-bentenses de épocas diversas (31)
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Coluna 77 - 14/04/2007 - Fatos & gente são-bentenses das décadas de 1930 e 1940
Coluna 76 - 07/04/2007 - Uma breve visita à nossa querida São Bento do Una
Coluna 75 - 31/03/2007 - Planejamento familiar no Brasil: uma necessidade inadiável
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Coluna 67 - 03/02/2007 - A declaração universal dos direitos humanos
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Coluna 64 - 13/01/2007 - Apolônio Sales, um estadista de grande valor
Coluna 63 - 06/01/2007 - 2006: Um ano de saldo positivo apesar do pouco crescimento econômico
Coluna 62 - 30/12/2006 - A "Batalha da Borracha", um episódio esquecido da história do Brasil
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Coluna 32 - 01/04/2006 - Brasil, nova potência petrolífera mundial!
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Coluna 29 - 11/03/2006 - Os livros de Sebastião Cintra
Coluna 28 - 04/03/2006 - Um sábado sangrento no Recife
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Coluna 19 - 31/12/2005 - Josué Severino, o mestre e a Banda Santa Cecília
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Coluna 16 - 10/12/2005 - Do Estado pouco ou nada espero
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Coluna 14 - 27/11/2005 - A Venezuela bolivariana de hoje
Coluna 13 - 26/11/2005 - Reminiscências de um menino de São Bento (1)
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Coluna 11 - 13/11/2005 - A saga de Delmiro Gouveia
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Coluna 9 - 31/10/2005 - O projeto São Francisco
Coluna 8 - 24/10/2005 - Correio eletrônico, maravilha do nosso tempo
Coluna 7 - 13/10/2005 - Um século sem presidente paulista
Coluna 6 - 09/10/2005 - O Grande Pronome 'Lhe' Morreu!
Coluna 5 - 29/09/2005 - Brasil 2005 - Uma Economia Mais Forte
Coluna 4 - 22/09/2005 - As Vestais da Moralidade Pública
Coluna 3 - 15/09/2005 - Mordomia & Nepotismo
Coluna 2 - 07/09/2005 - Tratamento de Excelência
Coluna 1 - 07/08/2005 - Hiroshima - uma covardia inominável


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